Artigo: Rio Grande e a energia eólica

Confira o artigo, sobre energia eólica, do presidente do Ideal, Mauro Passos, publicado na edição de quinta-feira (13) do jornal gaúcho Agora:

Rio Grande sempre conviveu com o vento. Não é por acaso que somos conhecidos por “papa areia”, em referência ao movimento natural da areia com o vento frequente na cidade. Mesmo aqueles que não são de lá já sentiram na pele o vento na Praia do Cassino ou na esquina do Banco do Brasil. Faz um bom tempo que saí de Rio Grande, mas sempre soube que os ventos continuam soprando por lá. Agora, são os bons ventos que produzem energia, trazem emprego e renda. Essa nova realidade nos faz pensar para frente.

O processo de transformação do vento em energia é muito antigo. Desde o século XVIII, na Holanda, os moinhos já mostravam o caminho. O tempo foi longo até as novas tecnologias serem incorporadas, chegando-se aos aerogeradores de hoje.

Foi na década de oitenta que a VESTAS, uma empresa dinamarquesa deu o salto tecnológico do moinho para o aerogerador. Graças ao seu pioneirismo, a VESTAS foi líder do setor até a entrada da China no mercado de energia eólica. Com a chegada dos parques eólicos na região sul do Rio Grande do Sul – que vão de Osório até o Chuí -, logo me veio a certeza de que além de gerar energia os ventos deviam deixar outros benefícios na região.

A primeira coisa que me ocorreu foi de trazer conhecimento. Tanto na formação de mão de obra qualificada, como em pesquisa e desenvolvimento. No final de 2012, apresentei o projeto de um centro de referência e de um laboratório a céu aberto ao então candidato e atual prefeito, Alexandre Lindenmeyer.

De lá para cá, foram inúmeras reuniões envolvendo outros setores ligados à academia e à indústria eólica. No ano passado, firmamos um Termo de Cooperação com Prefeitura, FURG, Sindicato da Indústria Eólica do Rio Grande do Sul, Eletrobras/Eletrosul e o Instituto Ideal. Todos convencidos da importância do vento além de trazer a energia deixar também o conhecimento e a capacitação. E “por que Rio Grande?”, pode alguém perguntar.

A logística da cidade, com boa universidade, sendo polo metal mecânico, com porto e localização estratégica no Mercosul, fazem dela o lugar certo. Por isso, como não poderia deixar de ser, nesta sexta-feira (14), durante a Feira do Polo Naval, voltamos a nos reunir e avançar no processo de consolidação de um projeto pioneiro e futurista – um centro de formação e desenvolvimento tecnológico em energia eólica em Rio Grande, cidade de bons ventos.

(Foto: Mauro Passos (esq), do Ideal, e Ronaldo Custódio, da Eletrosul, visitam as obras do parque eólico Geribatu (RS)/ Divulgação Eletrosul)

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