Ideal prevê realização de concurso de monografia

O Instituto Ideal, em parceria com o Centro de Pesquisa em Energias Alternativas e Renováveis (CPEAR) da Unisul e o Laboratório Solar (Labsolar) da UFSC estudam a realização, para 2008, do Concurso Catarinense de Monografias em Energias Renováveis. A ideia da comissão formada para elaborar as normas deste concurso, é premiar os melhores trabalhos produzidos nas universidades e centros de pesquisa sediados no estado que promovam o uso de energias oriundas de fontes renováveis – solar, eólica, biomassa, biocombustíveis, geotérmica, do hidrogênio, PCHs, ondas e marés. Além da premiação em dinheiro, este concurso irá publicar em revista técnica reconhecida os estudos destacados pela comissão julgadora que irá reunir os melhores profissionais e pesquisadores em energias renováveis de Santa Catarina. Esta proposta está em sintonia com o perfil de Santa Catarina, que tem setor industrial de ponta e universidades de excelência acadêmica.

Ideal e WCRE firmam convênio para o América do Sol

Nesta semana, durante a realização da 2ª Conferência Mundial de Energias Renováveis (WCRE, sigla em inglês) realizada em Bonn, na Alemanha, o Instituto IDEAL firmou convênio (Memorandum of Understanding) de cinco anos com o Conselho Mundial de Energias Renováveis que visa fomentar o desenvolvimento e a difusão das tecnologias de energia solar nos países latino americanos. O convênio se dará pela transferência de conhecimento, parcerias de desenvolvimento e empenho do WCRE para auxiliar o Instituto IDEAL na meta de transformar o continente na AMÉRICA DO SOL.

A princípio as atividades se concentrarão no Brasil, como um “estudo de caso”, mas as instituições vislumbram o alcance continental em poucos anos. Quem comemora é o presidente do IDEAL, Mauro Passos, que também é o único representante da América Latina no WCRE. Para ele o apoio institucional do Conselho Mundial irá motivar e facilitar as discussões para a criação de legislações que contemplem a energia solar e a tornem competitiva em poucos anos. Segundo o Diretor Técnico do IDEAL, professor Ricardo Rüther, do Laboratório Solar da UFSC, enquanto no Brasil a energia elétrica de fontes convencionais tem tido um reajuste médio de 14% ao ano, a indústria da energia solar vem registrando uma queda nos valores da produção em 5% anuais. “Nossa estimativa é que em 2017 esses valores estejam equiparados”, afirma. E com isso, completa, o país terá possibilidade de afastar os riscos de apagões porque o Brasil tem uma das melhores insolações do mundo, cerca de 40% a mais que na Alemanha, onde a indústria da energia solar está bem desenvolvida. Para se ter uma idéia, na Alemanha há uma política de investimentos e incentivos pelo uso da energia solar que vêm possibilitando um crescimento de 10% ao ano na indústria de equipamentos para energias renováveis, com ênfase nos painéis fotovoltaicos e térmicos.

De acordo com o relatório do Governo Alemão, em 2006 o país exportou seis bilhões de euros em equipamentos neste setor, enquanto no ano 2000 a cifra não passou dos 500 milhões de euros. Do total de painéis já instalados na Alemanha, um a cada três é produzido no próprio país, o que tem permitido o barateamento deste tipo de energia, ainda considerada a mais cara entre as fontes renováveis.

POTENCIAL POUCO APROVEITADO
Segundo ainda estudos do professor Rüther, a capacidade de geração solar é muito superior à hídrica, principal fonte de energia do Brasil. Para ilustrar, ele fez o seguinte cálculo: se uma área equivalente em tamanho ao lago de Itaipu (1350 km2) fosse coberta com sistema solar fotovoltaico, a potência instalada seria de 94,5 GW, bem superior aos 12,6 GW atuais. O entrave ainda são os custos. Enquanto os últimos leilões de energia nova têm registrado um valor médio de R$ 130 MW/h nas chamadas fontes convencionais – hidro e térmicas, para as energias renováveis esse valor é bem mais alto. “Os leilões de energia, como agora nas usinas do Rio Madeira, têm o preço inicial da obra de geração, sem contar os custos e a perda de energia na transmissão e na distribuição até chegar na tomada do consumidor. A energia solar é a tomada, sem custos extras e sem perdas”, afirma Ricardo Rüther.

Diante deste potencial praticamente inexplorado no Brasil e na América Latina, salvo em comunidades isoladas ou iniciativas particulares e de poucas administrações públicas (prefeituras), a proposta de cooperação tecnológica entre o IDEAL e o WCRE mostra a aposta na América Latina dos países chamados “desenvolvidos”. “Temos certeza que o AMÉRICA DO SOL, ainda embrionário, irá transformar nosso continente na grande referência mundial de energia solar”, comenta o presidente do IDEAL, Mauro Passos.

Ideal participa de Conferência Mundial de Energia Eólica, na Argentina

Nesta quarta-feira, dia 3, o presidente do Instituto IDEAL, Mauro Passos, será um dos palestrantes da 6ª Conferência Mundial de Energia Eólica que está acontecendo em Mar del Plata, na Argentina. Neste evento internacional, Mauro estará representando o presidente do Conselho Mundial de Energias Renováveis, o sociólogo e economista Hermann Scheer (na foto, à direita). Influente deputado do Parlamento Alemão, Scheer criou a Eurosolar – Associação Européia de Energia Solar, é autor de vários livros e em 1999 foi Prêmio Nobel Alternativo. Mauro Passos irá participar do painel A sinergia de todas as energias renováveis e dividirá a mesa com Abel Pesce, da Associação Internacional Geotérmica, Ricard Taylor, da Associação Internacional de Hidroelétricas, Eduardo Rincón, da Associação Internacional de Energia Solar, Stefan Gsänger, da Associação Mundial de Energia Eólica e com Peter Rae, diretor da Aliança Internacional das Energias Renováveis.

USAID certifica Ideal

O coordenador do Programa de Energia da USAID (United States Agency International Development) no Brasil, Alexandre Mancuso, que esteve em Florianópolis ministrando um curso sobre eficiência energética na Celesc, visitou a sede do Instituto IDEAL e entregou ao presidente, Mauro Passos, o certificado Award of Appreciation, pela contribuição e esforço ao desenvolvimento das energias renováveis no Brasil. Esta honraria é mais um reconhecimento internacional recebido pelo Instituto, que tem apenas quatro meses de existência.

A USAID
Além do empenho na questão energética, a USAID desenvolve programas e atividades que buscam contribuir com os esforços brasileiros na busca de soluções a temas de interesse global, como a proteção de florestas tropicais e de ecossistemas naturais, a diminuição da mudança climática global e a redução da transmissão de doenças comunicáveis como a tuberculose, entre outros. Saiba mais sobre o trabalho desta Agência no Brasil e em outros países.

Ideal é lançado oficialmente na UFSC

Na sexta-feira, dia 27 de abril, na Sala do Conselho de Reitores da Universidade Federal de Santa Catarina, mais de 100 pessoas prestigiaram o lançamento oficial do Instituto Ideal. Na presença de parlamentares, empresários, reitores de cinco países, autoridades e convidados, o Reitor Lúcio Botelho conduziu o cerimonial e anunciou o compromisso e a sintonia da academia com os propósitos do Instituto Ideal.
O lançamento fez parte da programação da ASOCIACIÓN DE UNIVERSIDADES DE ARGENTINA, BRASIL, PARAGUAY, URUGUAY Y CHILE, que formam o chamado Grupo de Montevidéu, composto por dezoito universidades. O Secretário Geral do Grupo, Reitor Rafael Guarda, também destacou a importância do IDEAL, ressaltando que ele chega no momento certo. A reunião dos reitores tirou a questão energética do continente, como prioridade acadêmica.

Falando em nome do Instituto, o presidente Mauro Passos, agradeceu os presentes, lembrou as dezenas de manifestações de apreço e votos de sucesso que chegaram de todo o país e de países amigos. Na sua intervenção, fez questão de citar o Deputado Alemão Hermann Sheer e o professor Bautista Vidal, cujas vidas dedicadas às energias renováveis, têm motivado iniciativas como a do IDEAL. Ressaltou o papel do Instituto na elaboração de legislações que possibilitem uma maior participação das energias renováveis na matriz energética dos nossos países. No encerramento dos trabalhos o Reitor Lúcio Botelho anunciou que o representante da UFSC, na questão energética do Mercosul, será o professor Ricardo Rüther. Esta indicação foi muito bem recebida, já que o professor Ricardo é Diretor Técnico do Instituto.