Fotovoltaica e Ideal em jornal catarinense

Neste dia internacional do meio ambiente, 5 de junho, o Instituto Ideal foi destaque em reportagem especial do jornal Diário Catarinense. A matéria aborda o projeto Megawatt Solar da Eletrosul (na foto/ crédito: Sônia Vill), em Florianópolis-SC, e traz sugestões para se adotar a energia solar fotovoltaica em casa. Entre os entrevistados está o presidente do Ideal, Mauro Passos. Confira abaixo a reportagem, também disponível no site do DC.

Energia que vem do sol

Quem passa em frente à sede da Eletrosul, em Florianópolis, pode reparar em um mar de placas pretas instaladas na cobertura do estacionamento e do edifício principal da empresa. Coloridas pelo reflexo do céu, as peças formam um sistema inovador: no dia 27 de junho, a empresa irá inaugurar a maior usina de energia solar integrada a um edifício da América Latina. São 4.144 painéis fotovoltaicos instalados na empresa – uma área de 8,3 mil metros quadrados com capacidade de gerar energia para cerca de 540 residências.


O coordenador do Projeto Megawatt Solar, Rafael Takasaki, ressalta que a energia elétrica gerada a partir dos painéis fotovoltaicos irá para a rede elétrica local e será vendida a consumidores livres – como grandes empresas e shoppings. A previsão é de que o primeiro leilão ocorra em agosto e que sejam vendidos 800 MWh/ano com entrega prevista para janeiro de 2015.

Takasaki explica que a potência instalada da usina será de 1 megawatt-pico (MWp) e terá capacidade para produzir aproximadamente 1,2 gigawatt-hora (GWh) por ano.

O Projeto Megawatt Solar teve uma parceria com o governo da Alemanha, país que detém um terço do mercado mundial de energia solar. O banco de fomento alemão KfW financiou o empreendimento – o investimento total foi de R$ 9,5 milhões. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal) também contribuíram com apoio técnico.

O diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio, ressalta que levantar crédito e realizar a licitação foram as principais dificuldades do projeto, devido ao ineditismo. Os trabalhos começaram em 2007.

– Tivemos dificuldade até na instalação de painéis e inversores, pois as pessoas não tinham experiência neste trabalho. Foi um aprendizado – diz Custódio.

Agora a Eletrosul quer compartilhar a experiência com outros interessados. Para isso, a usina terá passarelas no telhado para visitação.

Um dos grandes obstáculos para a popularização da energia solar ainda é o custo elevado. O silício, por exemplo, usado na fabricação das células fotovoltaicas é importado.

– O Brasil não domina a tecnologia de purificação do silício com foco nas aplicações fotovoltaicas e precisa importar o material – afirma Takasaki, coordenador do projeto.

Investimento para purificação do silício
Para consolidar a cadeia de energia solar e baratear os custos, a Eletrosul investiu mais de R$ 20 milhões em pesquisas para purificação do silício. O estudo conta com a parceria da Fundação Educacional de Criciúma (Fucri) – instituição mantenedora da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) – e com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). As pesquisas, que começaram em 2012, devem ser concluídas em 2015.

Além disso, a Eletrosul conta com uma parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) para a fabricação de painéis fotovoltaicos.

Energia solar ao alcance de todos
A energia solar não está restrita a grandes empresas ou construções e não deve ser cogitada apenas no Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje. Ter uma casa solarizada, ou que tenha eletricidade solar, é mais fácil do que parece. O primeiro passo, segundo o presidente do Instituto Ideal, Mauro Passos, é verificar quantos painéis são necessários para a residência – são cerca de oito painéis para uma casa de quatro pessoas. A resposta exata pode ser encontrada no simulador do site do instituto (www.americadosol.org), que calcula, baseado na conta de luz do consumidor, quantas placas devem ser instaladas e o tempo de retorno do investimento. O segundo passo é procurar uma empresa instaladora.

– A energia gerada através das placas fotovoltaicas já é competitiva, mas às vezes falta conhecimento. Ter uma casa solarizada é investimento, porque valoriza o imóvel, além de estar livre das flutuações tarifárias – avalia Passos.

Ele lembra que a nova regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) permite a injeção de energia na rede em troca de créditos em kWh na conta de luz – é possível obter a compensação até em outra residência. Uma pessoa que tem uma casa de praia solarizada, por exemplo, pode utilizar o crédito gerado na conta de luz da casa em que a família mora.
Fonte: Diário Catarinense

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *