Seminário Energia + Limpa debateu temas que nos aproximam do futuro

Encurtar a distância para um futuro mais sustentável tem sido o trabalho do Instituto IDEAL, segundo o presidente Mauro Passos. A frase foi dita durante a abertura do 9º Seminário Energia + Limpa, que tratou de mobilidade elétrica, cooperativismo para geração de energias renováveis e uma série de cases de diversos segmentos de atividade e regiões do país que ‘acertaram’ na auto-produção e consumo da energia solar. “A gente sabe que tudo o que estamos sonhando vai acontecer. Porque não há outra saída do que um mundo mais sustentável,“ afirmou Passos.

Pensando em reconhecer iniciativas do presente que devem impactar o futuro, foi lançado também o Prêmio América do Sol. “O prêmio, que ainda está em construção, tem a pretensão de ser latino-americano e foco no reconhecimento de políticas públicas e aproximação da indústria com a energia limpa”, disse Passos.

Foram dois dias discutindo um futuro mais sustentável. No primeiro (04/6), o foco foi o mobilidade elétrica. Luiz Fernando Oliveira, chefe de projetos de engenharia de veículos elétricos na Renault do Brasil, afirmou que a indústria automobilística está passando por uma transição. No ano passado, por exemplo, foram adicionados um milhão de carros elétricos à frota mundial, que é de três milhões. No entanto, este número ainda representa menos de 1% de todos os veículos. “Vejo os veículos elétricos como uma grande oportunidade”, disse.

Aline Kirsten, pesquisadora do Centro de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (Grupo Fotovoltaica-UFSC), mostrou que o futuro também está acontecendo em Florianópolis. Ela apresentou o eBus, o primeiro ônibus elétrico alimentado por energia solar do Brasil. “Desde sua inauguração, já rodou 70 mil quilômetros, quase duas voltas à terra totalmente alimentado por energia solar”, afirmou.

A manhã do dia 5/6 iniciou com o debate “Cooperativismo para a Geração de Energia Limpa: Status Brasil e Perspectivas de Expansão na América Latina”. Participaram do debate Paula Scheidt, da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável por meio da GIZ, Marco Olívio Morato de Oliveira, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), e Daniela Zamorano, do Instituto de Ecología Política (IEPE)/Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV). A moderação foi feita pelo presidente do Instituto IDEAL, Mauro Passos.

Atualmente, o consumo de energia nas cooperativas, segundo Morato, equivale à produção de duas usinas de Itaipu. “Temos o desafio de produzir energia limpa nas mais de 6.655 cooperativas já existentes”, avaliou. Paula Scheidt apresentou o Guia para Cooperativas de Geração Distribuída, que explica o que é e como formar uma cooperativa desta natureza, seus diferentes modelos de negócio, entre outros temas. Acesse neste link ao Guia http://www.somoscooperativismo.coop.br/publicacao/33/somoscooperativismo.coop.br.

Em seguida, pela primeira vez no seminário, foi lançado o estudo “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica – edição 2018”, uma iniciativa do IDEAL e Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK-RJ). Novamente, o Estudo comprova a queda dos preços dos sistemas fotovoltaicos no país. Entre 2016 e 2017, por exemplo, a diminuição do valor da potência instalada de equipamentos até 5kWp foi de 16% (de R$7,51/Wp para R$6,29/Wp).

Djane Melo, Especialista em Regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), tratou do tema “Regulamentação da Geração Distribuída no Brasil – Avanços e Desafios”. Entre os assuntos estava a Consulta Pública 010/2018, que visa obter subsídios ao aprimoramento das regras aplicáveis à micro e minigeração distribuída, estabelecidas pela Resolução Normativa nº 482/2012. O documento está disponível neste link.

A tarde do dia 5/6 foi repleta de experiências de consumidores que receberam o Selo Solar, iniciativa do Instituto IDEAL. Um dos destaques foi a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), que recebeu o 100° Selo. Também foram apresentadas atualizações nas Diretrizes para Obtenção do Selo Solar, uma necessidade para abarcar novos modelos de negócio do setor, como as cooperativas e consórcios para geração e consumo de energia solar fotovoltaica. A Fazenda Solar Inconfidentes, da Órigo Energia, recebeu o primeiro Selo após as mudanças.

O 9º Seminário Energia + Limpa teve o apoio da FIESC, Grupo Fotovoltaica-UFSC, Celesc Geração e o patrocínio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Clemar Engenharia, Engie Energia, IESS Ideal e Quantum Engenharia. Todas as palestras estão disponíveis em nosso canal do Issuu: https://issuu.com/idealeco_logicas

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