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“O Mercado Brasileiro de GDFV – 2016”: lançamento presencial e on line seguem linha inovadora da edição

A terceira edição do Estudo “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica – 2016”, uma iniciativa do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (IDEAL) e da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK-RJ) foi lançado no último dia 25/10, no Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da UFSC, cerimônia que foi simultaneamente transmitida on line em nosso canal do Youtube,  onde você a encontra na íntegra. O estudo completo para leitura também está disponível em www.institutoideal.org/biblioteca.

O coordenador do Grupo Fotovoltaica UFSC, professor Ricardo Rüther, anfitrião do evento, comentou a evolução do estudo e deu as boas-vindas aos presentes. Mauro Passos, presidente do IDEAL, destacou a importância das parcerias para a manutenção do trabalho de disseminação do conhecimento levado a cabo pelo Instituto. O gerente de projetos do IDEAL e GIZ, Peter Krenz, comentou sobre o surgimento do Estudo e a evolução do mesmo, com a parceria estabelecida com a AHK-RJ. Também saudou os convidados, Alcione Belache, diretor da Renovigi, patrocinadora ouro da edição 2016.

O ponto alto foi a apresentação dos principais resultados e conclusões do Estudo pela consultora do programa América do Sol, Taynara Miguelão. Um fato inconteste é a consolidação dos dados apresentados, tendo em conta o aumento no número de respondentes. Já os preços praticados no país por kWp para sistemas fotovoltaicos de até 5 kWp, apresentaram pouca variação nos últimos três anos, no entanto, o número médio de projetos executados pelas empresas instaladoras subiu para três em 2015.

Fruto de análises realizadas a partir de questionário enviado a mais de 1.000 empresas do setor fotovoltaico cadastradas no mapa do programa América do Sol, o estudo, pioneiro no país, tem ainda o importante papel de identificar os desafios a serem aprimorados no processo de conexão à rede de micro e minigeradores fotovoltaicos, no âmbito da Resolução Normativa 482 da ANEEL.

Os patrocinadores que viabilizaram a realização da edição 2016 do Estudo são: Engie Solar, Intersolar South America, Renovigi, SICES Brasil, DYA Energia Solar, PHB, EBES, Solar-e e WEG. Se você deseja ser um patrocinador da edição 2017, clique aqui e saiba como.

Presidente do IDEAL participa de evento sobre renováveis no pavilhão da Alemanha

Mauro Passos, presidente do IDEAL, vai integrar o time de especialistas que discutirá os procedimentos para ter o próprio gerador fotovoltaico (FV) conectado à rede, o funcionamento do sistema de compensação de energia (net metering) e as capacitações disponíveis no Brasil para atuação profissional nesse setor. O evento ‘Ouro Solar’, gratuito e organizado pela Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ, ocorrerá no dia 9 de setembro, às 17 horas, no Pavilhão OliAle, na praia do Leblon, no Rio de Janeiro. Para o painel foram convidados também representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e do Departamento Nacional do SENAI.

Como parte da programação do dia, também será apresentado o Simulador Solar, ferramenta integrante do programa do IDEAL, América do Sol, que permite a qualquer consumidor calcular as dimensões de um sistema FV conectado à rede para atender à demanda energética de sua edificação.

No dia 26 de agosto, a Cooperação Brasil Alemanha realiza também o evento ‘Olimpíadas de Projetos em Energias Sustentáveis’, no mesmo local, tendo como um dos destaques o lançamento do Mapa Solar do Rio de Janeiro. A ferramenta permite identificar o potencial de geração de eletricidade nos telhados da capital fluminense e é fruto de parceria entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Empresa de Planejamento Energético (EPE), o Instituto Pereira Passos e a GIZ.

Saiba mais sobre esses e outros eventos sobre o tema em www.institutoideal.org/eventos.

Foto: GK Rio de Janeiro

Foco do Seminário é como popularizar a geração distribuída

Como popularizar a adoção de micro e minigeradores de energia renovável em empresas e residências? Esta é uma das respostas que o Instituto IDEAL e a Universidade Federal de Santa Catarina, organizadores da 7ª edição do Seminário Energia + Limpa, querem ouvir de especialistas brasileiros no dia 1º de junho, na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis/SC. Com enfoque em geração distribuída, cases de sucesso e desafios do setor fotovoltaico, o Seminário inova ao apresentar, além de dois painéis de debates com os principais especialistas em energias renováveis do país, um workshop sobre micro e minigeração FV no período da tarde. Nessa atividade, serão discutidos padrões de conexão à rede, retorno financeiro e alterações na Resolução Normativa 482, da ANEEL. O evento abre o mês de mobilização pelo meio ambiente.

Marco Aurélio Lenzi Castro, especialista em regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL); Daniel Chang, assessor de captação de recursos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Marco Olívio Morato de Oliveira, analista de gerência técnica da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), e o coordenador de mudanças climáticas e energia do WWF-Brasil, André Nahur, dividirão o mesmo painel na manhã do dia 1°, a partir das 10h45. O tema é a popularização da geração distribuída nas cidades.

Já a primeira mesa, a partir das 9h30, será moderada pelo presidente do Instituto IDEAL, Mauro Passos, e integrada por Otmar Josef Müller, presidente da Câmara de Energia da FIESC; Rodolfo de Sousa Pinto, presidente da Engie Solar, e Felipe Castro do Couto, gerente de planejamento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A temática segue sendo a popularização da geração distribuída, porém, com enfoque no setor empresarial.

O workshop é um dos destaques do Seminário, sendo aberto pelo especialista da ANEEL com um ‘passo a passo para ter um sistema FV conectado à rede’. Normas técnicas e procedimentos para micro e minigeração, incluída comparação entre regiões , é o segundo tópico da tarde. Neste, teremos a colaboração da CELESC e da Quantum Engenharia. Já a parte relacionada à ‘contabilidade da energia solar’, contará com a expertise da Solar Energy do Brasil. Para encerrar a tarde, teremos ainda a apresentação de um case empresarial com a participação de João Corrêa Júnior, Diretor de Negócios do SICOOB Ecocredi, cooperativa de crédito com sede em Três Coroas (RS) e cerca de 6,5 mil associados. Na ocasião, a cooperativa irá compartilhar sua experiência na construção da nova sede administrativa inaugurada no mês de maio, que se destaca pelo sistema de geração de energia solar FV. A moderação será do diretor do IDEAL e professor coordenador do Grupo Fotovoltaica/UFSC, Ricardo Rüther.

A mesa de abertura do evento ainda terá a participação de apoiadores do Instituto IDEAL e o lançamento nacional do vídeo do América do Sol, o maior programa de disseminação da energia solar fotovoltaica no Brasil, com vistas à atuação continental, como o próprio nome diz. A produção do vídeo foi realizada pelo renomado cineasta socioambiental, Todd Southgate, diretor de Desculpe pelo Transtorno, a História do Bar do Chico. O audiovisual tem versões legendadas ao espanhol e ao inglês e teve o apoio da Eletrosul Eletrobrás, Organização Latino-Americana de Energia (OLADE) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Como em edições anteriores, integra também a programação do Seminário Energia + Limpa, uma visita técnica ao Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar (Fotovoltaica/UFSC), no dia 2 de junho, oportunidade em que os participantes conhecerão os geradores solares FV integrados aos prédios do Laboratório. A visita ocorrerá em dois horários, as 10 e às 14 horas. Para participar, confirme interesse no momento do credenciamento, no dia do Seminário. O Laboratório Fotovoltaica/UFSC está localizado no Sapiens Parque, na Cachoeira do Bom Jesus, em Florianópolis/SC. Para mais informações de localização, acesse https://goo.gl/maps/YDE7eDdkJ8k. O transporte ao local da visita é por conta do interessado. Todas as atividades do Seminário são gratuitas e abertas ao público, porém, na FIESC, o foro é limitado a 150 pessoas . O credenciamento no dia 1° de junho ocorrerá a partir das 8h30.

O 7° Seminário Energia + Limpa tem o patrocínio da Engie Solar, Caixa, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e Quantum Engenharia. Apoio do WWF Brasil, CELESC, FIESC e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável por meio da GIZ. Acesse a programação completa em www.institutoideal.org/seminario.

Nove anos disseminando conhecimento e acreditando – Por Mauro Passos, presidente do Instituto Ideal

No último dia 12 de fevereiro, o IDEAL completou nove anos de fundação e de luta por uma matriz energética mais limpa no Brasil – que por si só já tem proporções continentais – e em toda a América Latina, missão que levamos no nome e na ação: Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina. Em quase uma década de atividades, nos sentimos ainda mais motivados e capazes de levar aos nossos vizinhos, as experiências exitosas que nos trouxeram até aqui, sobretudo no âmbito do programa América do Sol, de disseminação do uso da energia solar fotovoltaica, e do Seminário Energia + Limpa, que este ano está na 7ª edição. Enche-nos de orgulho saber que este evento é uma referência no tema de renováveis em todo o país e que as discussões provocadas por ocasião do Seminário, reverberam por muito tempo naqueles que participam efetivamente e/ou acompanham as repercussões a posterior, além e, principalmente, de incitar à ação.

O planeta não pode esperar, as mudanças climáticas são uma realidade e devem ser enfrentadas com a coragem da relevância que representam, freando o avanço irresponsável do uso de fontes energéticas fósseis. Passados nove anos, sem contabilizar minhas décadas de militância política neste sentido, sabemos que é possível, que há alternativa e que, além de sustentáveis, comprometidas, as fontes renováveis de energia – solar fotovoltaica, eólica, biogás, hidráulica, entre outras – tornam-se, dia após dia, também mais viáveis economicamente. Em um país com a irradiação do nosso e com a possibilidade de gerar energia no local do consumo, conectando o sistema à rede (surgida com o net metering, regulamentada pela RN 482 da ANEEL); seguimos cumprindo nossa missão ao capilarizar este conhecimento a uma escala sem precedentes, afinal, o consumidor precisa conhecer, para tomar a decisão de investir.

Neste tempo, distribuímos mais de 100 mil cartilhas educativas sobre energia eólica, eletricidade solar e microgeradores fotovoltaicos, e reunimos, em uma ferramenta que chamamos banco de fornecedores, mais de 900 fornecedores e instaladores de sistemas FV de todo o país. Realizamos estudo sobre o mercado de geração distribuída no país e organizamos, nesta última edição em parceria com o Organização Latino-Americana de Energia (OLADE), o concurso Eco_Lógicas. Entre as perspectivas para um futuro próximo, estão os lançamentos do novo portal do América do Sol e do vídeo do programa, produzido por nosso parceiro, reconhecido videomaker meio-ambiental e diretor do premiado Desculpe pelo Transtorno – a História do Bar do Chico, Todd Southgate. Também é mais que merecedora de crédito, as parcerias que apenas começam a colher frutos, com o Cinesolar e com o Teatro a Bordo, que levam nosso material a crianças e adultos das regiões mais distantes e, algumas vezes, inóspitas do país. Tudo, de forma sustentável (a energia das instalações é gerada no próprio local de consumo por meio de placas FV), reunindo conhecimento e cultura.

Dar seguimento à nossa missão, buscando sempre fazer mais e melhor, dentro dos limites de nossa ‘força’ de trabalho – que é altamente qualificada, mas bastante enxuta – é inerente ao alto nível de comprometimento que estabelecemos com as pessoas com as quais nos relacionamos ao longo destes nove anos. Agradecemos aos parceiros de maneira geral, mas não menos afetuosa. A saber, alguns deles sem os quais não seria possível fazer o que fizemos ao longo de nossa existência: Grupo Fotovoltaica UFSC, Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável por meio da GIZ e KfW, Eletrobras Eletrosul, Tractebel, Olade, GSL e BID. E que o sol siga sendo fonte inesgotável de energia também em nossas vidas, assim como os bons ventos, que continuem nos levando ao encontro de nossos sonhos. Obrigad@ e parabéns, IDEAL!

Presidente do Ideal comenta novo projeto: ‘América sin Carbón’

O presidente do Instituto Ideal, Mauro Passos, concedeu entrevista, no final do ano, à jornalista Estela Benetti, do Diário Catarinense, a respeito de seu novo projeto, o ‘América sin Carbón’, realizado conjuntamente com os colegas Pedro Atilio Enciso, Lorena Blanco e Verónica Valassi, do curso de Gestão Estratégica da Universidade de Belgrano, em Buenos Aires. Diante da urgência para reduzir a poluição causada pelo excesso de veículos nas cidades, o grupo decidiu criar uma startup para incentivar o uso de táxis e carros elétricos.

O caso estudado como trabalho de conclusão do curso foi o programa de incentivo da Prefeitura de Montevidéu para introduzir táxis elétricos na cidade. Leia a entrevista na íntegra clicando aqui.

Ideal e AHK/RS realizaram seminário sobre energia FV

A Câmara Brasil-Alemanha no Rio Grande do Sul (AHK/RS) e o Instituto Ideal promoveram no dia 4 de novembro, em Porto Alegre, o Seminário Internacional de Energia Fotovoltaica – Aplicações em Telhados Industriais, que reuniu especialistas dos dois países para apresentar oportunidades de investimento em projetos de geração FV e perspectivas políticas, econômicas, industriais e comerciais para o desenvolvimento do setor. Entre os palestrantes, destaca-se a presença do Secretário de Minas e Energia do RS, Lucas Redecker, de representantes da indústria (4contrade, Fockink, Solled, Saur e EPI Energia), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da GIZ, do Sistema Cooperativo de Crédito (Sicredi) e do BRDE. O terceiro setor também esteve representado por Mauro Passos e Peter Krenz (Ideal) e Fábio Rosa (IDEAAS).

O presidente do Instituto Ideal, Mauro Passos, afirmou que o Seminário atingiu seu propósito ao abordar aspectos técnicos e econômicos para a própria geração de energia solar. Passos falou sobre as perspectivas e novos investimentos no setor FV. Já Peter Krenz (Ideal/GIZ), destacou a oportunidade de compartilhar as boas práticas resultantes da gestão do Fundo Solar. “Reunir indústria, comércio e governo em um mesmo evento foi fundamental para a discussão do futuro da energia solar fotovoltaica e o Seminário proporcionou isso para os mais de 120 participantes.”

Presidente do Ideal participa de evento do WWF Brasil

O presidente do Ideal, Mauro Passos, participará do segundo encontro do Diálogos Energéticos, evento gratuito promovido pelo WWF-Brasil, que será realizado dia 31 de agosto, no SP Center, em São Paulo. A geração de energia sustentável descentralizada – potencial e novos mercados é o tema do seminário. Na ocasião, a gerente de projetos do Ideal, Paula Scheidt, também apresentará os resultados do estudo ‘O mercado brasileiro de geração distribuída fotovoltaica em 2014’.

O seminário é uma iniciava do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil e reunirá outros importantes especialistas como Mark Senti, presidente da AML Superconductivity, empresa que se dedica à supercondutividade – tecnologia capaz de reduzir as perdas energéticas da geração à distribuição. Junto a ele, na mesma mesa, Mauro Passos e Pedro Sirgado, diretor executivo do Instituto EDP, de Portugal.

Com o objetivo de difundir oportunidades de negócio em mini e microgeração de energia e apontar os gargalos para que esta modalidade seja melhor aproveitada no país, o seminário terá participantes de concessionárias, governo, Poder Legislativo, empreendedores sociais e empresários do setor.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site wwf.org.br/dialogosenergeticos até o dia 28 de agosto, sexta-feira.

Ideal ajuda a solarizar contêiner-palco do Teatro a Bordo

O Instituto Ideal estabeleceu parceria com a Berthi Produção e Arte, realizadora do projeto Teatro a Bordo, para instalação de um sistema fotovoltaico capaz de abastecer a demanda elétrica dos equipamentos de iluminação do contêiner-palco e, conseqüentemente, disseminar a tecnologia limpa. O Teatro a Bordo viaja pelo Brasil levando intervenções artísticas e oficinas educativas gratuitas para crianças e adultos. Com o apoio das leis de incentivo à cultura, o projeto democratiza e descentraliza o acesso à diversidade cultural, atingindo um público médio de 20 mil pessoas ao ano, que poderão ver o sistema FV em funcionamento a partir de setembro.

A parceria Ideal-Teatro a Bordo foi firmada no dia 16 de julho, quando os realizadores do projeto receberam capacitação sobre energia solar fotovoltaica, sistemas, tecnologias e sua aplicabilidade ao contêiner-palco. Do Instituto Ideal, estiveram presentes o presidente Mauro Passos e os gestores de projeto, Paula Scheidt e Peter Krenz. Também participou do treinamento em São Paulo, umas das realizadoras do projeto Cinesolar, que contribuiu ao debate com a experiência de ter o sistema FV instalado e em funcionamento.

Para cumprir uma das missões do Teatro a Bordo – mostrar os benefícios da tecnologia solar fotovoltaica para a geração de energia no próprio local de consumo, sem emissão de CO2 e com independência elétrica para o veículo móvel – o Ideal também fornecerá material educativo para orientação ao público que participa das atividades do projeto.

Seminário tem visita técnica à usina FV

Além de reunir os mais importantes especialistas do setor energético do Brasil e da América Latina no dia 2 de junho, na FIESC, em Florianópolis, a programação do 6º Seminário Energia + Limpa inclui também visita técnica à usina fotovoltaica 3MWp da Tractebel, em Tubarão. Todo o evento é gratuito, assim como o transporte, desde Florianópolis, aos interessados em participar da visita no dia 3 de junho. As inscrições já estão encerradas, contudo, aqueles que ainda tiverem interesse em participar da atividade, devem entrar em contato com a organização do Seminário, no dia 2 de junho. Representantes do Observatório do Clima, WWF Brasil, MDIC, BNDES, COPPE/UFRJ, Unicamp, SENAI/SC, SCGás, FIESC, IFSC e OLADE já confirmaram participação nos painéis.

Para Mauro Passos, presidente do Instituto Ideal, o Seminário consolidou-se como referência na promoção de palestras, debates e visitas técnicas relacionados às áreas energética e sustentável. “Trabalhamos durante todo o ano para organizar mais que um Seminário, um espaço de troca e difusão de idéias mais sustentáveis sobre geração, fontes e consumo de energia. A participação de convidados como Luiz Pinguelli Rosa [diretor da COPPE/UFRJ – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia] denota nosso comprometimento em trazer os melhores para o evento.”

Além da FIESC, o 6º Seminário Energia+Limpa tem o apoio institucional da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) e Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS). Os patrocinadores confirmados são: Araxá Solar, BRDE, Celesc, Solar Energy do Brasil e Tractebel. Envie um email para camara.energia@fiescnet.com.br e faça sua pré-inscriçãotambém para os painéis e palestras de 2 de junho. O credenciamento no dia ocorrerá a partir das 8h30 e a programação completa você confere aqui.

Artigo de Mauro Passos no Valor Econômico

Nesta quinta-feira (20), o artigo abaixo, assinado pelo presidente do Ideal, Mauro Passos, foi publicado no jornal Valor Econômico:

A energia solar e o baixo nível dos reservatórios

O forte calor que têm feito muitos correrem para o abrigo do ar-condicionado vem mais uma vez reforçar que já passou da hora de o Brasil olhar para o sol. A energia que ele nos disponibiliza, e que não está sendo aproveitada, é a melhor de nossas alternativas. Até porque mudou a hora da ponta, como chamamos o momento máximo do consumo de energia elétrica, que historicamente no país ocorria das 18 às 20 horas; passou para o meio da tarde – entre 14 e 16 horas. Foi nesse período de forte presença do sol que ocorreram os mais recentes recordes de produção de energia, chegando a um pico de 83.307 MW, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS).

O principal motivo foi o calor e, por consequência, o ar-condicionado ligado. Antes, o vilão era o chuveiro elétrico, de uso residencial, usualmente ligado no final do dia quando as pessoas chegavam em casa do trabalho. Já o ar-condicionado, mais associado ao consumo do setor de serviços, fica ligado a tarde toda. Para atender esse pico de demanda, as usinas geram o máximo que podem. As térmicas são acionadas e os reservatórios esvaziados. É o pior dos mundos, tarifa mais alta para cobrir as térmicas, falta de água nas usinas hidrelétricas e a assombração dos apagões. Esta é a pior estiagem que o Sudeste e Centro-Oeste enfrentam em janeiro desde 1954. Na região Nordeste, a situação é crítica, com o nível dos reservatórios em 34,88% segundo o ONS.

Como a causa principal já está identificada e anunciada pelo próprio governo como sendo o calor associado à forte presença do sol, por que não usarmos o sol ao nosso favor? Basta incentivarmos o seu uso implantando usinas solares nas regiões de maior insolação.

Só a China, no ano passado, instalou quase uma Itaipu de fonte solar. Se formos comparar o que gastamos com as térmicas para atender nossas necessidades de energia, já daria para implantar um conjunto de usinas solares. A forte demanda energética associada à falta de chuva levou os preços da energia para um pico histórico no mercado a curto prazo. Segundo o site da própria Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o valor da energia chegou a R$ 822,22/MWh, teto estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Se a falta de chuva deixa o setor elétrico em estado de alerta, para proprietários de microgeradores brasileiros é motivo de alegria. A produção da geração fotovoltaica tem atingido recordes em janeiro. Em Minas Gerais, por exemplo, um sistema de 6,58 kWp instalado em uma empresa de informática gerou em janeiro 950 kWh, 48% a mais que no mesmo período do ano passado. No Rio de Janeiro, o proprietário de um sistema residencial também festeja. A micro usina de 2kWp gerou 308 kWh, superando a média dos meses anteriores em 38%.

À primeira vista, usinas de tal porte podem parecer insignificantes, diante do consumo nacional. Mas em grande volume podem ajudar o sistema. Vejam o caso da China, do Japão, da Alemanha e de outros países, que mesmo numa condição de insolação bem pior vêm desenvolvendo programas ambiciosos nessa área. Em 2014, a previsão é que sejam instalados no mundo mais de 40 GWp, entre instalações em telhados e usinas solares.
No Brasil, o que temos hoje de mini ou microgeradores fotovoltaicos registrados no Banco de Informação de Geração (BIG) da Aneel é muito pouco. Quanto às plantas solares maiores, também se contam nos dedos. Acima de 1 MW, por exemplo, temos o projeto no telhado da Eletrosul, o estádio do Mineirão e alguns projetos de P&D autorizados pela Aneel. Se somarmos toda a energia solar conectada à rede, ela não chega a 50 MW.

A nossa expectativa é de que a participação da energia solar na matriz brasileira cresça exponencialmente nos próximos anos, tanto pela importância como pela necessidade. Pela importância, por estar disponível a todos e ser a única fonte renovável onde você pode gerar junto ao consumo – nos telhados e estacionamentos, de casas, aeroportos, shoppings e supermercados. E pela necessidade, diante da fragilidade dos reservatórios perante a prolongada seca que vivenciamos. A complementaridade dessa fonte limpa e inesgotável com a nossa matriz de base hídrica é perfeita. O sol que castiga os reservatórios, reduzindo o nível de água, é o mesmo que pode estar gerando energia preservando o volume de água.

Por último, rebatendo o principal argumento que usam contra ela – o preço. No leilão solar de Pernambuco, realizado em dezembro, o preço da energia solar ofertado foi de R$ 228/MWh. O valor que estamos pagando pelas usinas térmicas que estão sendo acionadas é de R$ 822,00/MWh. Como nossos reservatórios funcionam como uma grande bateria, a fonte solar se beneficiaria dessa condição, contribuindo para um maior nível de armazenamento de água. Dessa forma, além de se preservar uma matriz limpa e renovável, evitando o uso do diesel e do carvão nas usinas termelétricas, com impacto direto na tarifa e no bolso do consumidor, o governo estaria dando atenção para um novo setor que cresce no mundo e ganha importância no cenário energético global.

Mauro Passos é presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina.

Fonte: Jornal Valor Econômico

(Foto: Ronald Pimentel)