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Seminário: programação preliminar está on line

Está on line a programação preliminar do 8° Seminário Energia + Limpa, um evento gratuito aberto ao público, que será realizado pelo Instituto IDEAL nos dias 7, 8 e 9 de junho, em Florianópolis, com apoio da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Universidade Federal de Santa Catarina, Grupo Fotovoltaica-UFSC, WWF-Brasil e CELESC, além do patrocínio da Engie Energia e IESS Ideal Estudos e Soluções Solares. Para esta 8ª edição, renovamos ‘nosso olhar para o futuro’, parafraseando o presidente e fundador do IDEAL, Mauro Passos, em seu blog De Olho no Futuro.

Em 2017, pela primeira vez, teremos dois dias de evento na FIESC e outro de visita técnica ao Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da UFSC. ‘Energia e Mobilidade do Futuro’ tem sido o norte a nos guiar na preparação desta edição.

Entre outros especialistas, está confirmada a participação de Mirian Gonçalves, presidenta do “Instituto Direito e Democracia” e idealizadora do projeto “Curitiba Eco Elétrico”, além da Board Advisor da iCities, Margaret Mussoi L. Groff, realizadora de diversos projetos na área de mobilidade elétrica na Itaipu Binacional.

Também serão lançados os resultados preliminares do estudo “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica” – edição 2017, uma iniciativa do Instituto IDEAL e AHK-RJ, e apresentado o case de sucesso “Bônus Fotovoltaico”, um programa da CELESC Distribuição, de fomento à instalação de 1.000 telhados solares no estado.

Marco Morato de Oliveira, da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), apresentará, entre outros pontos, a experiência de criação da primeira cooperativa de energia solar fotovoltaica do Brasil, localizada no estado do Pará. Rodolfo Pinto, da Engie Energia, abordará a iniciativa das comunidades solares.

Confirme sua participação no evento do Facebook, acompanhe as novidades e facilite seu credenciamento no primeiro dia do evento.

Histórias Solares: Casas para difundir a sustentabilidade

Conheça a história de dois proprietários de residências solares no interior do Paraná que buscam difundir a consciência ecológica, além de terem diminuído a conta de luz. Ambos obtiveram o Selo Solar neste mês e mostram como as residências podem ser usadas para difundir a importância da energia solar e das ideias sobre sustentabilidade. Bernardino e Euclides esperam levar estudantes das cidades de São Miguel do Iguaçu e Medianeira para conhecerem suas usinas solares.

O administrador Bernardino Crestani costumava ter curiosidade sobre as tecnologias solares. Após fazer um curso técnico em São Paulo, resolveu instalar um sistema fotovoltaico em sua casa, localizada em São Miguel do Iguaçu, para aliar economia na conta de luz e a promoção da sustentabilidade. “No começo eu era cético, mas depois percebi que poderia dar certo e conseguiria contribuir com a geração de energia limpa”, afirmou.

A conta de luz da sua casa ficava em torno de R$ 400, R$ 450 por mês. Após a instalação do sistema, cujo investimento foi de R$ 32 mil, aproximadamente, Bernardino reduziu em mais de 300 reais sua conta de luz. Isso porque a fatura ainda inclui taxa referente ao custo de disponibilidade, iluminação pública e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O Paraná é um dos cinco estados brasileiros que ainda persistem na cobrança do imposto sobre a autoprodução de energia renovável.

Bernardino quer difundir as ideias sobre a energia mais limpa usando o Selo Solar, que ele fixará em uma placa na frente de sua residência. Além disso, pretende fazer uma parceria com escolas e receber estudantes em sua casa para conhecerem o sistema fotovoltaico. “A gente percebe que a maioria das pessoas não sabe o que é energia solar. Muitos não sabem a diferença entre aquecimento de água e geração de energia solar. Penso que, começando pelas crianças, elas poderão levar a informação para os pais e ajudar a criar uma consciência ecológica”, disse.

Ideia semelhante tem o casal Marli Albertina Rosso e Euclides Walker, cuja casa em Medianeira também recebeu o Selo Solar nesta semana. Uma das metas do casal é levar estudantes para conhecerem o sistema. “O objetivo é difundir a ideia. Se falar de energia solar, poucos vão saber o que é. A ideia é despertar a consciência ecológica, mostrar que é possível”, disse o empresário Euclides Walker.

O empresário ainda espera trabalhar com energia fotovoltaica no futuro. Mas, enquanto isso não ocorre, optou por fazer um projeto na sua própria residência. O investimento foi de R$ 30 mil, fazendo com que a conta diminuísse entre 500 e 600 reais por mês, pagando agora cerca de R$ 100. Como no caso de Bernardino, parte deste valor vai para pagar o custo de disponibilidade, iluminação pública e ICMS.

O Selo Solar é uma iniciativa do Instituto IDEAL com apoio do WWF-Brasil e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ e KfW.

Postos Biasi são os primeiros do setor a receberem o Selo Solar

Os Postos Biasi, de São José do Ouro, no Rio Grande do Sul, foram os primeiros do segmento no Brasil a receberem o Selo Solar por utilizarem energia solar fotovoltaica. O sistema instalado, de 20,08 kWp, tem garantido o abastecimento de 100% do consumo de energia de dois postos de combustível, gerando uma economia de aproximadamente R$ 2 mil por mês.

O sistema fotovoltaico está localizado no telhado do posto da rua Santo Gelain desde junho de 2016. Inicialmente, a expectativa era de que a geração de energia abastecesse cerca de 80% da conta de luz dessa unidade. No entanto, neste verão, com a incidência solar mais forte, a produção está tão grande que os créditos gerados são distribuídos ao outro posto da empresa, localizado na avenida Marechal Floriano. E, além de abater 100% da conta de luz dos dois postos, o sistema ainda está gerando crédito a compensar nas próximas faturas.

A partir da Resolução Normativa nº 482/2012, que regulamentou o sistema de geração distribuída no Brasil, quando uma unidade produz mais energia do que consome, os créditos podem ser armazenados ou utilizados em outra unidade previamente cadastrada, desde que dentro de uma mesma área de concessão. Essa operação, realizada nos Postos Biasi, é caracterizada como autoconsumo remoto.

Segundo Lirio Biasi, sócio-proprietário da empresa, além do aspecto da economia financeira, contribuir com o meio ambiente diminuindo o impacto ambiental dos postos, é outro importante objetivo da instalação. A empresa também buscou inovação tecnológica ao ser uma das precursoras do uso de energia fotovoltaica na região.

“O Selo Solar representa o reconhecimento, por parte de uma instituição séria que é o Instituto IDEAL, do esforço dos Postos Biasi em fazer sua parte na sustentabilidade do planeta. É também uma maneira de chamar a atenção das pessoas à volta para a causa, e incentivar o uso da energia solar fotovoltaica”, afirmou Biasi.

O Selo Solar é uma iniciativa do Instituto IDEAL com apoio do WWF-Brasil e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ e KfW.

Circo e cinema itinerantes recebem Selo Solar

A kombi do Circo De La Costa, de Itaboraí, no Rio de Janeiro, e a segunda van do CineSolar, da Associação Cultural Simbora, com sede em São Paulo-SP, receberam este mês o Selo Solar Socioambiental por utilizar 100% de energia solar em suas sessões e apresentações. Ambos são projetos itinerantes que difundem a sustentabilidade de suas iniciativas por meio da arte. O Circo De La Costa destina parte de sua arrecadação para ações de reflorestamentos nas cidades onde se apresenta. As sessões do CineSolar são sempre gratuitas.

O sistema fotovoltaico (FV) conectado a baterias que abastece o Circo De La Costa tem uma potência de 0,24 kWp. O sistema FV da segunda van do CineSolar tem 0,84 kWp de potência nominal. As duas estações móveis do CineSolar tem agora a chancela do Selo Solar, uma iniciativa do Instituto IDEAL e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) com apoio do WWF-Brasil e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ e KfW.

Grupo Fotovoltaica UFSC apresenta ônibus 100% elétrico

Um ônibus 100% elétrico que fará o transporte de alunos, professores e funcionários da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis/SC, a partir de dezembro deste ano, foi apresentado na última semana (1/9) durante o 12º Salão Latino Americano de Veículos Elétricos, realizado em São Paulo-SP.  Ser emissão zero de poluentes é apenas uma das vantagens, pois o veículo também será recarregado em estação com energia solar. O sistema de tração, que permite o funcionamento, foi desenvolvido pela WEG e representa o primeiro fornecimento para um ônibus elétrico de recarga em rede com microgeração distribuída com painéis fotovoltaicos. Para a integração dos sistemas, a aplicação ocorreu em conjunto com a Marcopolo, fabricante do ônibus, a Eletra, responsável por instalar e integrar o sistema de tração elétrico e as baterias de lítio.

A energia necessária para que o veículo circule será gerada no Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica (Fotovoltaica/UFSC), localizado no Sapiens Parque, na Cachoeira do Bom Jesus, em Florianópolis. As recargas serão feitas por meio da rede presente no Campus e no parque, percurso que o veículo fará quatro vezes ao dia, totalizando 50 quilômetros entre ida e volta. Com as recargas de conveniência ao final de cada viagem no Sapiens Parque, a autonomia é dimensionada para atender a operação durante todo o dia com emissão zero de poluentes.

Fonte para pesquisas acadêmicas
O consumo e a geração da energia serão monitorados durante a operação do ônibus, servindo como base para pesquisas acadêmicas, explica o diretor do Instituto IDEAL e coordenador do Fotovoltaica/UFSC, professor Ricardo Rüther. “Levantaremos dados sobre o desempenho do motor, consumo de energia, frequência do deslocamento e outros”, comenta. O novo meio de transporte terá função interdisciplinar pois será objeto de estudo para alunos de cursos como Engenharia Elétrica, Civil, Arquitetura, Sistemas de Automação e Ciências da Computação.

Por possuir tecnologia Wi-Fi e um espaço para reuniões, ele permitirá o deslocamento produtivo, reforça o professor: “Poderemos embarcar e já começar a trabalhar, sem perder tempo no trânsito”. Além disso, em casos de congestionamento, enquanto ficar parado, o veículo não consumirá energia. “É confortável, não faz barulho e não emite fumaça”, completa Rüther. Hoje, quem precisa se deslocar até o parque utiliza veículos próprios, depende de caronas ou do transporte público, que leva cerca de uma hora e meia para chegar ao local. A estimativa é de que o trajeto seja feito em 30 minutos pelo modelo elétrico.

O objetivo da UFSC com este projeto, de acordo com Rüther, é se tornar referência e replicar a iniciativa em outros centros urbanos, para mostrar a importância do uso de fontes de geração e de consumo de energia limpa. A aquisição do ônibus é financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio de uma licitação.

Com informações do Media Center da WEG: http://www.weg.net/br/Media-Center/Noticias/Produtos-e-Solucoes/UFSC-produzira-energia-solar-para-mover-onibus-eletrico

Suspensas novas solicitações do Selo Solar para reformulação das diretrizes

Novos pedidos de Selo Solar estão suspensos até o segundo semestre deste ano em função da reformulação das diretrizes para sua concessão. A data de retomada do aceite de novas solicitações será amplamente divulgada, assim como as novas diretrizes, que estão sendo revistas com o propósito de facilitar o processo para o solicitante e se adequar à evolução do mercado solar.

O último Selo concedido antes das novas regras foi a uma consumidora de Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, que comprovou capacidade instalada de 2,5 kWp e atenção aos critérios estabelecidos pelo Instituto Ideal e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O Selo Solar tem o apoio do WWF Brasil e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ e KfW.

Projeto registra instalação de 369 sistemas FV em 22 cidades

Ao longo de 2014 e 2015, o projeto 50 Telhados, uma iniciativa do Instituto Ideal para a instalação 50 sistemas fotovoltaicos de 2 kWp ou 100 kWp de potência total por cidade participante, registrou a instalação de 369 telhados FV no Brasil. O Projeto, realizado em parceria com empresas instaladoras em 22 cidades do país, somou aproximadamente 2,38 MWp de potência instalada com uma geração estimada de 3,62 GWh por ano. Para o presidente do Instituto Ideal, Mauro Passos, o Projeto gerou uma competição do bem, com resultados que comprovam a disseminação do uso da tecnologia FV, urbana por definição. “50 Telhados foi uma ferramenta de alavancagem e de ajuda na tomada de decisão pelo consumidor.”

Das 22 cidades participantes, nove (9) alcançaram a meta estipulada, sendo que a maior parte delas o fez a partir da potência total instalada. Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ) instalaram mais de 50 telhados efetivamente. Outros municípios que alcançaram a meta foram: Florianópolis (SC), Salvador (BA), Santa Cruz do Sul (RS), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Luis Eduardo Magalhães (BA) e Recife (PE).
Os três estados com o maior número de telhados instalados foram Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, cada um deles alcançando mais de 60 instalações FV. Em termos de potência instalada, além desses três estados, vale destacar a Bahia, que ficou em segundo lugar seguido do Ceará.

O Projeto 50 Telhados foi executado localmente nas cidades por 15 instaladores, sendo que as empresas com o maior número de cidades foram Solar Energy do Brasil, participando em cinco cidades de diferentes estados, e Enersol Brasil, em quatro cidades da Bahia. O maior número de instalações FV em uma única cidade foi realizado pela Satrix, com 63 telhados solares em Fortaleza, seguido da Solar Energy do Brasil (37 em Campo Grande e 33 no Rio de Janeiro), Solled Eficiência Energética, (28 em Santa Cruz do Sul) e Araxá Energia Solar (22 em Florianópolis).

O Projeto 50 telhados foi lançado pelo Instituto Ideal em dezembro de 2013 com o intuito de divulgar a geração distribuída a partir da fonte fotovoltaica, dando assim publicidade à REN 482/2012 – Regulação Normativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) que cria o sistema de compensação de energia ou net metering, do inglês. A meta de 50 telhados fotovoltaicos de 2 kWp ou 100 kWp de potência total instalada por cidade, poderia ser alcançada individualmente pela empresa instaladora ou em conjunto com outras, em um prazo de até dois anos.

O projeto teve o apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. Saiba mais sobre o Projeto.

Ranking das cidades com relação à potência instalada

Posição Cidade Empresa executora Potência instalada (kWp) Geração estimada (MWh/ano) Núm. de telhados
1 Fortaleza Dya Energia Solar e Satrix Energias Renováveis 462 748 65
2 Rio de Janeiro Prátil, Solar Energy do Brasil e Solarize Serviços em Tecnologia Ambiental 312 447 52
3 Florianópolis Araxá Energia Solar 196 264 22
4 Salvador Axitec do Brasil e Enersol Brasil 190 308 23
5 Santa Cruz do Sul Energia Própria e Solled Eficiência Energética 176 261 29
6 Campo Grande Solar Energy do Brasil 165 259 37
7 Luis Eduardo Magalhães Enersol Brasil 154 254 14
8 Curitiba 3B Energy, Elco Engenharia de Montagens e Solar Energy do Brasil 151 202 29
9 Recife Satrix Energias Renováveis 143 231 10
10 Porto Alegre Energia Própria 74 109 19
11 Venâncio Aires Solled Eficiência Energética 59 83 5
12 Governador Valadares Seltec Soluções Elétricas e Tecnológicas 50 75 11
13 Teófilo Otoni Seltec Soluções Elétricas e Tecnológicas 48 77 14
14 Lajeado Energia Própria 46 68 9
15 Búzios Prátil e Solar Energy do Brasil 33 45 8
16 Cuiabá Solar Energy do Brasil 29 46 4
17 Barreiras Enersol Brasil 26 44 2
18 Vitória BVK Engenharia 18 26 5
19 Belo Horizonte Dya Energia Solar 14 21 4
20 Porto Seguro Enersol Brasil 13 21 1
21 Natal Dya Energia Solar 12 16 3
22 Petrópolis Solarize Serviços em Tecnologia Ambiental e Solstício Energia 9 12 3
Total geral   2377 3616 369

 

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Ideal envia contribuição à RN da ANEEL sobre sistema de compensação de energia

O Instituto Ideal encaminhou uma contribuição à audiência pública 26 de 2015, da Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que revisa a RN 482/12 (Sistema de Compensação de Energia). Entre os principais pontos sugeridos pelo Ideal, estão: a alteração na forma como são calculados atualmente os créditos para o sistema de compensação de energia, e a redefinição das informações que devem constar na conta de luz do consumidor que possui um micro ou minigerador instalado. Todas as contribuições estão disponíveis aqui.

A criação de um sistema online de solicitações de conexão à rede foi outra contribuição do Ideal para a revisão da RN 482/2012. Também foi destacada a necessidade de realização de treinamentos com os funcionários das concessionárias de energia, a fim de garantir um atendimento eficiente ao consumidor que já tenha, ou esteja interessado em instalar um sistema FV em sua residência.
As sugestões foram fundamentadas nos dados preliminares do estudo “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica em 2014” – previsto para ser publicado no final de agosto – e em uma pesquisa de Mestrado com consumidores dos projetos 50 Telhados e Fundo Solar, apoiada pelo Ideal.

Com a revisão, a ANEEL espera tornar o processo de conexão dos micro e minigeradores distribuídos mais simples e rápido, além de aumentar o público alvo. Ao todo, a Agência recebeu 101 contribuições de diferentes entidades brasileiras, empresas e pessoas físicas.

Cinema itinerante recebe Selo Solar

O CINESOLAR, primeiro cinema itinerante do Brasil a utilizar energia solar para exibir filmes, foi certificado com o Selo Solar Socioambiental, uma iniciativa do Ideal e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Ainda este mês, foram entregues outros quatro novos Selos: o primeiro de Brasília e também o pioneiro do segmento de salões de beleza, e outros três para residências no Distrito Federal, em Videira (SC) e em Campo Grande (MS). Para receber o Selo Socioambiental, não é exigido um consumo mínimo de eletricidade vinda de fonte solar, mas sim a instalação voluntária do sistema de geração própria e a comprovação de benefícios sócio e/ou ambientais, caso do CINESOLAR.

Equipado com módulos solares na cobertura do veículo, o cinema itinerante viaja por várias regiões do país para realizar sessões gratuitas de longas-metragens brasileiros e curtas-metragens de temática socioambiental. Desde sua inauguração, em 2013, o CINESOLAR percorreu mais de 80 cidades brasileiras e contabiliza um público superior a 30 mil pessoas.

Segundo os coordenadores do projeto, neste período, foram economizados mais de 300 mil watts de energia elétrica, equivalente a cerca de 750 horas de uma geladeira ligada sem interrupções. Toda a energia consumida nas sessões de cinema vem do sistema fotovoltaico e o veículo pode ser visitado por aqueles que querem saber mais sobre a tecnologia.

O Selo Solar tem o apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e do KfW Banco de Fomento Alemão.

Dez novas cidades no 50 telhados

O 50 telhados terá a adesão de dez novas cidades, que vão investir em energia solar fotovoltaica. Com isso, o projeto alcança 27 municípios, superando em sete a meta para 2014, estabelecida pelo Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal).

As novas cidades participantes são: Chapada dos Guimarães (MT); Salvador (BA); Lauro de Freitas (BA); Camaçari (BA); Feira de Santana (BA); Mata de São João (BA); Lençóis (BA), Cairu (BA), Novo Hamburgo (RS) e Porto Alegre (RS).

Pelo projeto, cada cidade precisa ter pelo menos 50 telhados fotovoltaicos em 24 meses (ou 100 kWp de potência total), instalados por empresas participantes. A execução das instalações nesses municípios ficará a cargo das empresas SonnenBauhaus, na Chapada dos Guimarães, Axitec, nos municípios baianos, e Energia Própria, nas cidades gaúchas.

A instalação feita no Projeto Tamar (Foto: Axitec/ Divulgação) será contabilizada para o 50 telhados em Mata de São João (BA).

O 50 telhados foi criado em 2013, pela empresa mineira Econova. Em novembro do ano passado, o Instituto Ideal assumiu a coordenação do projeto. A intenção era atingir pelo menos 20 participantes, o que totalizaria mil telhados solares até 2015. Ao que tudo indica, a meta será superada.

“Em seis meses, o Instituto Ideal superou a meta de cidades que tinha para o ano”, comemora Paula Scheidt, gerente de projetos do Instituto Ideal.

Com as novas integrantes, o Estado da Bahia conquista o maior número de participantes do 50 telhados, com sete cidades, sendo seguido pelo Rio Grande do Sul, com cinco cidades.

Como participar
Qualquer empresa de engenharia e instalação de sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica pode participar como empresa executora, basta atender a alguns critérios e conseguir a aprovação do Ideal. Instituições públicas e prefeituras também podem contribuir, reforçando o apoio ao projeto em canais de comunicação com os cidadãos, por exemplo.

Novos municípios do Projeto 50 telhados
Cidade                                                Empresa executora
Chapada dos Guimarães (MT)      SonnenBauhaus
Cairu (BA)                                             Axitec
Camaçari (BA)                                    Axitec
Feira de Santana (BA)                      Axitec
Lauro de Freitas (BA)                      Axitec
Lençóis (BA)                                        Axitec
Mata de São João (BA)                    Axitec
Salvador (BA)                                     Axitec
Novo Hamburgo (RS)                      Energia Própria
Porto Alegre (RS)                              Energia Própria

:::::: Saiba mais no site do 50 telhados.

Informações para jornalistas:
Assessoria de Comunicação – Instituto Ideal
Gabrielle Bittelbrun
(48) 32341757