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IDEAL celebra 10 anos

No último domingo, 12 de fevereiro, o Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (IDEAL) completou 10 anos de trabalho voltados para a busca de conhecimento, legislação e investimentos na produção de uma energia mais limpa. O presidente e fundador do IDEAL, Mauro Passos, lembra que a ideia de criar um instituto privado, sem fins lucrativos e que promovesse as energias renováveis na América Latina, parecia apenas um sonho, porém, compartilhado por 53 pessoas – os fundadores associados – se tornou realidade, uma realidade de 10 anos de luta.

Muitas das mesmas pessoas que acreditaram neste sonho estiveram ontem, dia 14/02, na Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), – mesmo local em que foi fundado o IDEAL -, para celebrar os 10 anos desta caminhada com diretores, parceiros, colaboradores e imprensa . “Passada uma década de atividades, nos sentimos ainda mais motivados e capazes de levar aos nossos vizinhos (*países latino-americanos), as experiências exitosas que nos trouxeram até aqui”, destacou Passos. E como trabalhar na disseminação de conhecimentos está no DNA do Instituto IDEAL, o momento de celebração também foi o de lançar a 8ª edição do Seminário Energia + Limpa.

O diretor do IDEAL e coordenador do Grupo Fotovoltaica-UFSC, Ricardo Rüther, destacou a temática da mobilidade elétrica urbana como eixo principal dos debates desta edição, que ocorrerá nos dias 7, 8 e 9 de junho. Rüther, que é o responsável pelo desenvolvimento do primeiro ônibus elétrico movido à energia solar fotovoltaica do país, também informou que o ônibus fará o deslocamento dos participantes ao local da visita técnica, no último dia do Seminário. O reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier, também compareceu ao evento, dando as boas vindas aos presentes e destacando os novos projetos comuns que a Universidade deseja levar a cabo no âmbito da parceria com o Instituto IDEAL.


Frentes

Hoje as principais frentes de atuação do Instituto são o América do Sol  (o maior programa para disseminação da energia solar fotovoltaica no Brasil que abarca uma série de ações inovadoras como o Selo Solar), o Seminário Energia + Limpa – em 2017, em sua 8ª edição, o evento é uma referência no tema renováveis para todo o país, e o Estudo “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica” – em sua 4ª edição, é pioneiro e uma iniciativa em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK-RJ).


Apoiadores

Desde sua criação, o IDEAL é capaz de realizar seu trabalho focado na disseminação do conhecimento, graças à equipe qualificada que possui, e aos parceiros e apoiadores. Sem eles, nada seria possível tampouco. Neste âmbito, destacamos o apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável por meio da GIZ, da Universidade Federal de Santa Catarina, do Grupo Fotovoltaica UFSC, do WWF-Brasil, Eletrobrás Eletrosul, Celesc, Caixa, da Organização Latino-Americana de Energia (OLADE), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do BRDE, da Engie Solar, WEG e da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), entre outros tantos que tardaríamos em relacionar.

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IDEAL apoia instalação do primeiro Centro de Treinamento em Energia Solar do Distrito Federal

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Distrito Federal (Senai-DF) inaugurou hoje (16/6), na unidade de Taguatinga, o primeiro Centro de Treinamento em Energia Solar da capital federal, com o objetivo de formar profissionais para a operação de sistemas fotovoltaicos. Graças ao apoio do Instituto IDEAL, Grüner Strom Label e.V. (GSL) e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável por meio da GIZ, o Centro possuirá um sistema FV conectado à rede, o que permitirá ao aluno colocar em prática a teoria dos cursos, com acesso a informações sobre compensação de energia, a partir da autogeração.

“Estamos falando exatamente no lugar certo. Por três motivos, primeiro, Brasília é a capital do nosso país; segundo, essa é uma das melhores regiões em potencial solar; terceiro, porque estamos no Senai, uma instituição fundamental para que este processo de entrada e consolidação da energia solar no Brasil dê certo.” – afirmou o presidente do IDEAL, Mauro Passos, em cerimônia hoje de manhã (16/6), na sede de Taguatinga.

Também participaram do evento o diretor de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do Sistema FIBRA, Graciomário de Queiroz, o diretor nacional da GIZ, Wolf-Michael Dio, o diretor Regional do Senai-DF, Albano Esteves de Abreu e o Secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, André Lima. “O que temos diante de nós é um novo mundo, em que a energia solar será dominante, e o SENAI, sendo responsável pela formação da mão de obra, tem um papel fundamental neste processo.” – concluiu Passos.

Após o ato, os convidados conheceram o Centro e receberam informações técnicas sobre o microgerador instalado, financiado com recursos do projeto Fundo Solar, uma iniciativa do IDEAL e GSL, com apoio da GIZ. Os professores da unidade Taguatinga, competentes na área FV, atuarão como multiplicadores do corpo docente do Senai em outros estados.

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Especialistas apontam desafios para ganhar escala em geração distribuída no Brasil

Se em 2015 o perfil do Seminário Energia + Limpa foi mais técnico e conceitual para debater as alternativas e desafios do setor energético como um todo, a 7ª edição do evento, promovida pelo Instituto Ideal e Universidade Federal de Santa Catarina, ganhou uma abordagem mais prática. Essa foi a conclusão do presidente do Instituto, Mauro Passos, após a realização de dois painéis e de um workshop com especialistas nacionais para discutir caminhos para a popularização da geração distribuída. “A pauta das energias alternativas é relevante não só para o Brasil, mas para o mundo todo. Especificamente aqui, a expansão do mercado passa pela conquista de maior escala que torne o cenário mais competitivo”, observou Passos.

Diante de um público de mais de 200 pessoas, entre estudantes, pesquisadores e empresários do setor, o secretário executivo da Organização Latino-Americana de Energia (OLADE), Fernando Ferreira, alertou: há aproximadamente 30 milhões de pessoas sem acesso à energia na região da América Latina e Caribe. Para Ferreira, trata-se, portanto, de uma oportunidade valiosa para a expansão do mercado das energias alternativas. “Essa modalidade passou a ser não só um negócio sustentável ou ecologicamente correto, mas principalmente vantajoso financeiramente. Promover um espaço de debate e de troca de conhecimentos e experiências, como neste Seminário, é muito importante para disseminar essa cultura”, afirmou.

A abertura do evento contou ainda com a participação do deputado estadual Dirceu Dresch (PT), representando a Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina e de representantes da Engie Solar, Caixa, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e Quantum Engenharia, patrocinadores do encontro. Também estivam representadas as demais entidades apoiadoras: CELESC, WWF Brasil, Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável por meio da GIZ, e FIESC.

Incentivos à mobilização

Na ocasião, o presidente do Ideal e o coordenador de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur, assinaram um acordo para reforçar a parceria entre as duas entidades para a continuidade do projeto Selo Solar. Segundo a gerente de projetos do Ideal, Paula Scheidt, as novas diretrizes do selo, que certifica e reconhece empresas, residências e instituições públicas e privadas que investem em eletricidade solar, devem ser apresentadas ainda em julho deste ano.

Os participantes do Seminário puderam conhecer ainda, em primeira mão, o vídeo institucional do América do Sol, maior programa de disseminação da energia solar fotovoltaica no Brasil. O audiovisual é uma realização do cineasta socioambiental Todd Southgate e da jornalista Andressa Braun, assessora de comunicação do IDEAL. O filme tem versões legendadas ao espanhol e ao inglês, e conta com o apoio da Eletrosul Eletrobrás, Organização Latino-Americana de Energia (OLADE) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Assista aqui.

Inspirar pelo exemplo

Destinado a apontar caminhos para a popularização da geração distribuída no setor empresarial, o primeiro painel do evento foi mediado por Mauro Passos e contou com a participação do presidente da Câmara de Energia da FIESC, Otmar Josef Müller; do gerente de planejamento do BRDE, Felipe de Castro Couto; e do presidente da Engie Solar, Rodolfo de Sousa Pinto. Müller destacou que a disseminação das energias renováveis é uma pauta importante para a indústria catarinense pelo ganho de competitividade que pode ser gerado, e indicou a expansão de linhas de crédito e isenção do ICMS como uma das principais bandeiras da entidade, neste contexto.

Neste painel, também foram apresentadas as linhas de financiamento disponíveis para projetos de geração distribuída e desafios de disseminação. O presidente da Engie Energia apresentou um histórico da evolução da energia solar no Brasil e destacou que focar no público alvo é fundamental para impulsionar as instalações, tanto no mercado privado, como no setor empresarial. “Há diferentes modalidades de conexão à rede de distribuição. É preciso gerar entendimento sobre isso, para que o investimento seja cada vez mais vantajoso. Necessitamos, contudo, que os pequenos usuários tenham condições tão favoráveis quanto os grandes empreendimentos”, disse.

O segundo painel, focado na popularização da geração distribuída nas cidades e mediado pelo Coordenador de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur, reuniu o especialista em Regulação da ANEEL, Marco Aurélio Lenzi Castro; o assessor de Captação de Recursos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Daniel Chang; a assistente de Projeto da Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV), Camila Japp; e o analista de Gerência Técnica da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Marco Olívio Morato de Oliveira.

Castro apresentou as principais mudanças da Resolução Normativa nº 482/2012 que criou o Sistema de Compensação de Energia Elétrica. “A disseminação da geração distribuída é, sem dúvidas, um movimento de baixo para cima, em que a iniciativa privada deve buscar seu protagonismo sem depender apenas do governo”, salientou. Entre os pontos destacados pelo representante do MCTI, estão os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), proposta aprovada pela ONU, em setembro de 2015, como uma espécie de evolução dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM); e que traz a energia limpa e acessível como uma meta.

O potencial das cooperativas como consumidoras e também produtoras de energias renováveis foi consenso entre os representantes da DGRV e da OCB. Para Camila, o modelo de negócio característico das cooperativas favorece não só o desenvolvimento regional, mas principalmente o empoderamento dos cidadãos, aspecto fundamental para a popularização do fomento às renováveis. Segundo Oliveira, no contexto brasileiro, o custo dos equipamentos, a escassez de mão de obra qualificada, a oscilação do mercado e a falta de cultura de investimento em projetos de longo prazo são alguns dos desafios deste processo de expansão do setor.

Workshops

A realização de workshops foi uma das novidades desta 7ª edição do Seminário Energia + Limpa. Com moderação do professor Ricardo Rüther, a primeira parte da atividade focou em normais técnicas e procedimentos. Marco Aurélio Lenzi Castro apresentou um passo a passo para ter um sistema FV conectado à rede; e o engenheiro da Celesc Thiago de Oliveira Cassel indicou os padrões de conexão da distribuidora. Já o engenheiro Ruy Tiedje, da Quantum Engenharia, fez um comparativo da evolução da geração distribuída em diferentes regiões do país e salientou que conquistar a confiança do consumidor é um dos principais desafios para a expansão deste mercado. “É fundamental investir nos processos de pós-venda, promovendo maior diálogo entre consumidores, concessionárias e distribuidora, principalmente para acompanhar a alteração do perfil de consumo após a instalação do sistema de geração.”

A última etapa do workshop trouxe para a pauta um dos temas mais palpitantes, quando o assunto é a popularização da geração distribuída: o retorno financeiro sobre o investimento. O CEO da Solar Energy do Brasil, Hewerton Martins, afirmou que é preciso consolidar um processo educacional para que os consumidores se tornem geradores da sua própria energia, o que passa por aspectos como a percepção do consumidor em relação à conta de luz e ao conceito do autoconsumo. Já o diretor de Negócios da Sicoob Ecocredi, João Corrêa Júnior, compartilhou a experiência na construção da nova sede administrativa da cooperativa, localizada em Três Coroas/RS. A construção se destaca pelo sistema de geração de energia. A edificação conta com 184 placas fotovoltaicas, em 10 arranjos, que devem gerar, em média, 69.030 kWh/ano, para atender 50% da demanda de energia no local. O investimento foi em torno de R$ 300 mil e o prazo de retorno é de oito anos, em média.

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Instituto IDEAL premia vencedores do concurso Eco_Lógicas em cerimônia em Quito

Instituto IDEAL e OLADE premiaram hoje, 12/4, em Quito, no Equador, os vencedores do concurso de monografias em eficiência energética e energias renováveis Eco_Lógicas, edição 2014/2015, Dulce Cristal Becerra Paniagua (Universidad de Ciencias y Artes de Chiapas, Chiapas/México) e Luiz Henrique Targa Gonçalves Miranda (Universidade de São Paulo, São Paulo/Brasil). Dulce desenvolveu um sistema autônomo de emergência móvel para purificar água, e Luiz Henrique, um estudo de caso para o aproveitamento energético de resíduos sólidos urbanos do município de Itanhaém (SP). Os estudantes apresentaram seus trabalhos diante de fórum qualificado e receberam um prêmio de 15 mil dólares cada um em cerimônia realizada na sede da Organização Latino-Americana de Energia.

O secretário executivo da OLADE, Fernando Ferreira, deu início à cerimônia, seguido pelo presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (IDEAL), Mauro Passos, que proferiu palavras de boas vindas aos estudantes e convidados. Ferreira acredita que o concurso representa um avanço para melhorar nossa caminhada em direção a uma matriz energética continental mais limpa.

Mauro Passos referiu-se à construção conjunta de uma matriz energética e diversificada para toda América Latina como uma necessidade. “Essa busca tem iluminado nossos caminhos.” Destacou ainda que tudo o que se faz com paixão, dá resultados, e o concurso, desde sua criação, se realiza dessa forma.

O embaixador do México no Equador, Manuel del Arenal Fenochio, elogiou a iniciativa do concurso e felicitou especialmente à vencedora de seu país, Dulce Becerra, e também a Luiz Henrique pelo alto potencial de seu trabalho.
Também compareceu à cerimônia, o embaixador do Brasil no Equador, Carlos Alfredo Lazary Teixeira, que afirmou que a agenda de temas ambientais é uma política de estado para o Brasil há décadas, e nenhuma crise política irá interferir neste fato.

Destaca-se ainda a intervenção da Diretora de Integração da OLADE, Lenys Rivera Albarracín, sobre a função da capacitação na instituição como mecanismo de integração e difusão do conhecimento.

Os professores orientadores de Dulce e Luiz Henrique, Joel Pantoja Enríquez e Suani Coelho, também receberão um prêmio de 10 mil dólares. O concurso Eco_Lógicas 2014-2015 teve participantes de nove países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala, México, Paraguai, Peru e Uruguai.

A 6ª edição do concurso, organizada por IDEAL e OLADE, teve o apoio da Tractebel Energia, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Sustainable Energy for All (SE4All).

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Projeto registra instalação de 369 sistemas FV em 22 cidades

Ao longo de 2014 e 2015, o projeto 50 Telhados, uma iniciativa do Instituto Ideal para a instalação 50 sistemas fotovoltaicos de 2 kWp ou 100 kWp de potência total por cidade participante, registrou a instalação de 369 telhados FV no Brasil. O Projeto, realizado em parceria com empresas instaladoras em 22 cidades do país, somou aproximadamente 2,38 MWp de potência instalada com uma geração estimada de 3,62 GWh por ano. Para o presidente do Instituto Ideal, Mauro Passos, o Projeto gerou uma competição do bem, com resultados que comprovam a disseminação do uso da tecnologia FV, urbana por definição. “50 Telhados foi uma ferramenta de alavancagem e de ajuda na tomada de decisão pelo consumidor.”

Das 22 cidades participantes, nove (9) alcançaram a meta estipulada, sendo que a maior parte delas o fez a partir da potência total instalada. Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ) instalaram mais de 50 telhados efetivamente. Outros municípios que alcançaram a meta foram: Florianópolis (SC), Salvador (BA), Santa Cruz do Sul (RS), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Luis Eduardo Magalhães (BA) e Recife (PE).
Os três estados com o maior número de telhados instalados foram Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, cada um deles alcançando mais de 60 instalações FV. Em termos de potência instalada, além desses três estados, vale destacar a Bahia, que ficou em segundo lugar seguido do Ceará.

O Projeto 50 Telhados foi executado localmente nas cidades por 15 instaladores, sendo que as empresas com o maior número de cidades foram Solar Energy do Brasil, participando em cinco cidades de diferentes estados, e Enersol Brasil, em quatro cidades da Bahia. O maior número de instalações FV em uma única cidade foi realizado pela Satrix, com 63 telhados solares em Fortaleza, seguido da Solar Energy do Brasil (37 em Campo Grande e 33 no Rio de Janeiro), Solled Eficiência Energética, (28 em Santa Cruz do Sul) e Araxá Energia Solar (22 em Florianópolis).

O Projeto 50 telhados foi lançado pelo Instituto Ideal em dezembro de 2013 com o intuito de divulgar a geração distribuída a partir da fonte fotovoltaica, dando assim publicidade à REN 482/2012 – Regulação Normativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) que cria o sistema de compensação de energia ou net metering, do inglês. A meta de 50 telhados fotovoltaicos de 2 kWp ou 100 kWp de potência total instalada por cidade, poderia ser alcançada individualmente pela empresa instaladora ou em conjunto com outras, em um prazo de até dois anos.

O projeto teve o apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. Saiba mais sobre o Projeto.

Ranking das cidades com relação à potência instalada

Posição Cidade Empresa executora Potência instalada (kWp) Geração estimada (MWh/ano) Núm. de telhados
1 Fortaleza Dya Energia Solar e Satrix Energias Renováveis 462 748 65
2 Rio de Janeiro Prátil, Solar Energy do Brasil e Solarize Serviços em Tecnologia Ambiental 312 447 52
3 Florianópolis Araxá Energia Solar 196 264 22
4 Salvador Axitec do Brasil e Enersol Brasil 190 308 23
5 Santa Cruz do Sul Energia Própria e Solled Eficiência Energética 176 261 29
6 Campo Grande Solar Energy do Brasil 165 259 37
7 Luis Eduardo Magalhães Enersol Brasil 154 254 14
8 Curitiba 3B Energy, Elco Engenharia de Montagens e Solar Energy do Brasil 151 202 29
9 Recife Satrix Energias Renováveis 143 231 10
10 Porto Alegre Energia Própria 74 109 19
11 Venâncio Aires Solled Eficiência Energética 59 83 5
12 Governador Valadares Seltec Soluções Elétricas e Tecnológicas 50 75 11
13 Teófilo Otoni Seltec Soluções Elétricas e Tecnológicas 48 77 14
14 Lajeado Energia Própria 46 68 9
15 Búzios Prátil e Solar Energy do Brasil 33 45 8
16 Cuiabá Solar Energy do Brasil 29 46 4
17 Barreiras Enersol Brasil 26 44 2
18 Vitória BVK Engenharia 18 26 5
19 Belo Horizonte Dya Energia Solar 14 21 4
20 Porto Seguro Enersol Brasil 13 21 1
21 Natal Dya Energia Solar 12 16 3
22 Petrópolis Solarize Serviços em Tecnologia Ambiental e Solstício Energia 9 12 3
Total geral   2377 3616 369

 

WWF Assinatura Acordo Parceria

Ideal firma parceria com WWF-Brasil

Na última semana, o presidente do Instituto Ideal, Mauro Passos, e o superintendente do WWF-Brasil, Mário Barroso, oficializaram parceria de trabalho para a promoção da energia solar fotovoltaica em larga escala no Brasil, ao assinarem carta de projeto em Brasília (DF), no escritório da instituição. “Mais do que uma parceria de futuro, esta é uma parceria presente porque agrega a experiência do Ideal na promoção da energia solar FV à importância internacional do WWF-Brasil”, declara Passos. Como forma de incentivar esse mercado, será realizada uma campanha de comunicação que lançará ao país o desafio de atingir 10 GW de energia FV instalada até 2025.
Barroso (WWF-Brasil) ressaltou a importância de se trabalhar em rede para alcançar melhores resultados. “Da mesma forma que a geração de energia de forma descentralizada potencializa a matriz elétrica brasileira, a atuação em conjunto, tal como a parceria com o Ideal, amplifica o alcance de nossas ações e traz melhores resultados.” Passos reconhece a importância do acordo em função dos compromissos históricos que as duas instituições têm em relação a mudanças climáticas e energia.

Além da campanha de divulgação da energia solar FV no âmbito do programa do Ideal América do Sol, a parceria prevê a realização de estudos sobre linhas de financiamento e o aprimoramento das diretrizes do Selo Solar, concedido pelo Instituto e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

IDEAL

Eco_Lógicas tem vencedores do Brasil e México

Dulce Cristal Becerra Paniagua (México) e Luiz Henrique Targa Gonçalves Miranda (Brasil) são os vencedores nas categorias energias renováveis e eficiência energética da edição 2014/2015 do concurso de monografias Eco_lógicas, promovido pelo Instituto Ideal e Organização Latino-Americana de Energia (Olade). Dulce desenvolveu um sistema autônomo de emergência móvel para purificar água, sob a orientação do professor Joel Pantoja Enríquez, na Universidade de Ciências e Artes de Chiapas. Luiz Henrique realizou na Universidade de São Paulo, com a orientação da professora Suani Teixeira Coelho, um estudo de caso para o aproveitamento energético de resíduos sólidos urbanos do município de Itanhaém (SP). Os estudantes receberão um prêmio de US$ 15 mil e professores-orientadores de US$ 10 mil cada um.

O concurso reuniu trabalhos de nove países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala, México, Paraguai, Peru e Uruguai. O presidente do Ideal, Mauro Passos, afirma que, ano após ano, o Eco_Lógicas se consolida como um incentivo para o desenvolvimento e divulgação de estudos sobre o setor energético em todo o território latino-americano e Caribe. Entre os critérios dos avaliadores na seleção dos trabalhos, estão método, relevância do tema e qualidade da redação. As monografias serão reunidas em livros em português e espanhol, distribuídos a bibliotecas de todo o território latino-americano e caribenho. Lançado em 2008, o Eco_lógicas é um incentivo para a pesquisa no setor energético. As inscrições são sempre gratuitas.

credito: Ronald Pimentel

Mauro Passos participa de encontro da CNI

A participação do presidente do Instituto Ideal, Mauro Passos, na reunião do Conselho de Política Industrial da CNI, em Brasília, foi destaque na coluna de Estela Benetti, do Diário Catarinense, nesta quarta-feira (23 de julho). A nota também foi publicada no blog da colunista.

Mauro apresenta na CNI um panorama sobre as renováveis no país e no mundo, visando à possibilidade de empresas instalarem usinas solares ou aerogeradores.

:::: Confira a nota na íntegra no blog da colunista Estela Benetti.

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Artigo: Rio Grande e a energia eólica

Confira o artigo, sobre energia eólica, do presidente do Ideal, Mauro Passos, publicado na edição de quinta-feira (13) do jornal gaúcho Agora:

Rio Grande sempre conviveu com o vento. Não é por acaso que somos conhecidos por “papa areia”, em referência ao movimento natural da areia com o vento frequente na cidade. Mesmo aqueles que não são de lá já sentiram na pele o vento na Praia do Cassino ou na esquina do Banco do Brasil. Faz um bom tempo que saí de Rio Grande, mas sempre soube que os ventos continuam soprando por lá. Agora, são os bons ventos que produzem energia, trazem emprego e renda. Essa nova realidade nos faz pensar para frente.

O processo de transformação do vento em energia é muito antigo. Desde o século XVIII, na Holanda, os moinhos já mostravam o caminho. O tempo foi longo até as novas tecnologias serem incorporadas, chegando-se aos aerogeradores de hoje.

Foi na década de oitenta que a VESTAS, uma empresa dinamarquesa deu o salto tecnológico do moinho para o aerogerador. Graças ao seu pioneirismo, a VESTAS foi líder do setor até a entrada da China no mercado de energia eólica. Com a chegada dos parques eólicos na região sul do Rio Grande do Sul – que vão de Osório até o Chuí -, logo me veio a certeza de que além de gerar energia os ventos deviam deixar outros benefícios na região.

A primeira coisa que me ocorreu foi de trazer conhecimento. Tanto na formação de mão de obra qualificada, como em pesquisa e desenvolvimento. No final de 2012, apresentei o projeto de um centro de referência e de um laboratório a céu aberto ao então candidato e atual prefeito, Alexandre Lindenmeyer.

De lá para cá, foram inúmeras reuniões envolvendo outros setores ligados à academia e à indústria eólica. No ano passado, firmamos um Termo de Cooperação com Prefeitura, FURG, Sindicato da Indústria Eólica do Rio Grande do Sul, Eletrobras/Eletrosul e o Instituto Ideal. Todos convencidos da importância do vento além de trazer a energia deixar também o conhecimento e a capacitação. E “por que Rio Grande?”, pode alguém perguntar.

A logística da cidade, com boa universidade, sendo polo metal mecânico, com porto e localização estratégica no Mercosul, fazem dela o lugar certo. Por isso, como não poderia deixar de ser, nesta sexta-feira (14), durante a Feira do Polo Naval, voltamos a nos reunir e avançar no processo de consolidação de um projeto pioneiro e futurista – um centro de formação e desenvolvimento tecnológico em energia eólica em Rio Grande, cidade de bons ventos.

(Foto: Mauro Passos (esq), do Ideal, e Ronaldo Custódio, da Eletrosul, visitam as obras do parque eólico Geribatu (RS)/ Divulgação Eletrosul)