Visita técnica do 8° Seminário Energia + Limpa reúne, na prática, ‘mobilidade e energia do futuro’

O transporte para a visita técnica ao Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da UFSC (Grupo Fotovoltaica-UFSC), localizado no Sapiens Parque, região Norte de Florianópolis, foi feito por um ônibus que pode resumir os dois temas mais importantes do 8º Seminário Energia + Limpa: o veículo é elétrico e movido a energia solar, o primeiro do Brasil com essa característica.

A visita técnica, realizada no terceiro dia do evento, 9 de junho, foi dividida em dois grupos, um pela manhã e outro pela tarde. E começou no próprio ônibus, resultado das pesquisas do Grupo Fotovoltaica-UFSC, coordenado pelo professor e diretor do IDEAL, Ricardo Rüther. Os participantes do evento, ao embarcarem no veículo, já se mostraram interessados: “tem mesa”; “tem carregador de celular”, “tem entrada para USB”, “o ônibus não faz barulho”. Ao longo do percurso, o pesquisador Pedro Henrique Alves Veríssimo explicou outros detalhes sobre o veículo.

Pedro enfatizou que o ônibus não possui painéis solares, como podem pensar alguns, mas baterias acopladas na sua parte superior. Elas são carregadas justamente pelos módulos solares instalados nos prédios do Grupo Fotovoltaica-UFSC, por este motivo é movido à energia solar. Possui uma autonomia de 70 km, suficiente para fazer o trajeto (ida e volta) de 52 km entre a UFSC, na região central de Florianópolis, e o Sapiens Park, no norte da Ilha.

Ao chegar ao Grupo Fotovoltaica-UFSC, o ônibus passou a ser carregado, o que leva cerca de uma hora e 20 minutos. Os participantes da visita, então, começaram a conhecer o centro e suas tecnologias. Uma das primeiras atrações foi o Twiz, um pequeno carro elétrico com dois lugares que foi doado pelo projeto da Itaipu e estava em exposição. O veículo, inclusive, havia sido citado diversas vezes nas palestras anteriores.

O Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da UFSC possui três sistemas fotovoltaicos instalados em seus prédios, com tecnologias diferentes, como a BIPV, cujos painéis são separados da estrutura, e o BAPV, que é integrado a ela. Ao todo, os sistemas possuem uma capacidade instalada de cerca de 100 kWp. “É produzida mais energia do que é consumida, e o excedente é enviado à rede. Como o Centro e a UFSC estão no mesmo CNPJ, uma pequena parte da conta da UFSC é abatida”, contou Veríssimo. Além, é claro, de a energia ser usada no ônibus.

Uma série de tecnologias de painéis solares também foi mostrada aos participantes e as dúvidas eram a respeito das principais características de cada uma, pontos fortes e fracos, eficiência, valores. Os visitantes também puderam conhecer os locais onde são realizadas as capacitações, que simulam tanto operações no solo como em telhados.

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