Diretor do IDEAL e coordenador do FOTOVOLTAICA-UFSC recebe prêmio internacional na área de energia solar

O diretor do Instituto IDEAL e coordenador do Centro de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (FOTOVOLTAICA-UFSC), Ricardo Rüther, foi premiado pela International Solar Energy Society (ISES) em seu ISES Awards 2019. O professor conquistou o prêmio Achievement through Action Award – In Memory of Christopher A. Weeks

O prêmio homenageia importantes contribuições ao aproveitamento da energia solar para uso prático ou a um novo conceito, desenvolvimento ou produto na área de energia solar. Desde 1975, a cada dois anos, a International Solar Energy Society homenageia aqueles que fizeram conquistas e contribuições significativas para o avanço das aplicações e uso de energia solar.

O prêmio será entregue em Santiago, no Chile, no dia 6 de novembro, durante o Solar World Congress 2019.

Outro prêmio internacional

Em setembro, a diretoria do IDEAL e pesquisadora do FOTOVOLTAICA-UFSC Kathlen Schneider também foi premiada. Ela recebeu o prêmio Student Award por um artigo apresentado no 36th EU PVSEC European Photovoltaic Solar Energy Conference and Exhibition, na França.

O artigo foi escrito em parceira com Johanna Fink e Camila Japp, ambas da German Cooperative and Raiffeinsen Confederation (DGRV); Paula Scheidt Manoel, da Deutsche Gesellschaft Für Internationale Zusammenarbeit (GIZ); Marco Olívio Morato de Oliveira da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB); e o professor Ricardo Rüther, coordenador do Fotovoltaica/UFSC e também diretor do IDEAL.

O artigo apresenta o contexto brasileiro das cooperativas de energia solar de geração distribuída compartilhada e traça um paralelo com o contexto europeu. Para ter acesso ao artigo, em inglês, clique aqui.

IDEAL e AHK-RJ lançam sexta versão do estudo “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica”

O Instituto IDEAL e a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro – AHK Rio lançaram a sexta versão do estudo “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica” na terça-feira (27/08), durante a Intersolar South América, em São Paulo. A criação de empregos, a queda nos preços dos sistemas fotovoltaicos e o surgimento de novas linhas de financiamento são alguns fatores destacados pela pesquisa.

O estudo contou com apoio da Agencia Nacional de Energia (Aneel) e da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD). Os patrocinadores que viabilizaram a realização da edição deste ano são: Intersolar South America, Globaltek e ESS Electrical Energy Storage.

O estudo foi apresentado por Taynara Mighelão, consultora do programa América do Sol, e Natália Chaves, gerente de energias da AHK-Rio. “O estudo busca embasar os diversos atores do mercado, como empresas instaladoras, fabricantes, distribuidoras, consumidores finais, investidores e instituições. Ao longo destes seis anos, detectamos muitos desafios no setor, mas mesmo assim ele teve um crescimento exponencial”, explicou Taynara Mighelão.

O estudo é realizado com base em questionários enviados a 2.330 empresas cadastradas no Mapa de Empresas do Setor FV do Programa América do Sol. Pela primeira vez nas seis edições, constatou-se que o número de funcionários efetivos é maior que o de terceirizados, 55% a 45%. Em relação aos preços dos sistemas FV, desde 2013 eles sofrem quedas – cerca de 30%.

Para ter acesso ao estudo clique aqui.

IDEAL e Cresol realizaram debates sobre energia solar e cooperativismo no Oeste de Santa Catarina

O que é energia solar? Por que investir nessa tecnologia? Como o cooperativismo pode se beneficiar dos sistemas fotovoltaicos (FV)? Essas foram algumas questões que nortearam quatro debates realizados no Oeste de Santa Catarina na semana passada (7 a 9/08). Os eventos − uma parceria do Instituto IDEAL com a cooperativa de crédito Cresol Base Oeste e com o apoio do gabinete do deputado Pedro Uczai − reuniram mais de 250 pessoas nas cidades de Dionísio Cerqueira, Pinhalzinho, Quilombo e Chapecó.

O presidente do Instituto IDEAL, Mauro Passos, abriu os debates contando a história da energia solar e mostrando a evolução dessa tecnologia. Mostrou que ela é eficiente, confiável e limpa. “Além disso, a energia solar está ganhando escala, e o preço, caindo. A cada ano está ficando mais barato produzir a própria energia. Até porque o valor da conta de luz, historicamente, é corrigido acima da inflação”, afirmou Passos.

Passos também salientou que o futuro dessa tecnologia passa pelo cooperativismo. “A energia solar é a cara do cooperativismo. O que é uma cooperativa? São pessoas que se juntam para fazer algo maior. E por que não fazer uma cooperativa solar para gerar energia e distribuir entre os cooperados? Hoje isso é possível”, argumentou.

Kathlen Schneider, diretora do IDEAL e pesquisadora do Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (Fotovoltaica-UFSC), proferiu a palestra “O Cooperativismo e a Energia Solar Fotovoltaica”. Desde 2015, com a Resolução Normativa 687 da Aneel, é possível que pessoas se reúnam em forma de cooperativa para produzir a própria energia.

Há duas formas para fazer isso. As cooperativa existentes podem instalar a energia fotovoltaica em suas unidades ou podem ser criadas cooperativas exclusivamente para gerar energia. Na sua apresentação, Kathlen Schneider mostrou os modelos existentes no Brasil das associações criadas exclusivamente para este fim. “Cada uma, no seu contexto, foi encontrando um modelo. Não há uma receita de bolo. Cada local tem um contexto, um potencial de irradiação, uma geografia, são pessoas diferentes. Esses casos mostram as cooperativas são uma forma de democratizar o acesso à energia”, falou.

O encerramento ocorreu em Chapecó com a presença do deputado federal Pedro Uczai e do presidente da Cresol Chapecó Paulo Roberto Munarini. Ambos comprometidos com a energia solar na região, reafirmaram seus compromissos de levar adiante a iniciativa do Instituto IDEAL.

Quer conhecer mais sobre o assunto? conheça o “Guia de Constituição de Cooperativas de Geração Distribuída Fotovoltaica?” e o “Simulador de cooperativas de energia solar”.

 

Instituto IDEAL participa no Espírito Santo da inauguração do maior complexo de energia solar compartilhada do Brasil

O maior complexo de geração compartilhada de energia solar fotovoltaica do Brasil, com 1.193 kWp de potência instalada, foi inaugurado dia 9 de agosto, no Espírito Santo. Conta com 10 unidades geradoras instaladas na cobertura do Complexo Logístico da Cooperativa Agropecuária Centro-Serrana (Coopeavi), localizado em Ibiraçu-ES, em parceria com a Sicoob-ES.

Kathlen Schneider, diretora do IDEAL e pesquisadora do Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (Fotovoltaica-UFSC), participou da inauguração. “A Sicoob-ES está sendo pioneiríssima no Brasil em um modelo de geração de energia que já é tendência em outros países. Um modelo de geração que permite o acesso democrático às fontes de energias renováveis, evidenciando que o cooperativismo e a energia solar andam muito bem juntos”, avaliou.

Um dos países onde este modelo já é tendência é a Alemanha. De acordo com Camila Japp, gerente de Projetos da DGRV (Confederação Alemã de Cooperativas), existem 800 cooperativas envolvidas na geração compartilhada naquele país. “O modelo aqui do Espírito Santo envolvendo cooperativas de crédito é inédito e vai servir de exemplo para o restante do país”, disse ao participar do lançamento da usina de Ibiraçu.

A energia produzida em Ibiraçu será usada em 95 agências da Sicoob-ES e na Coopeavi, onde estão instalados os painéis solares. Além disso, a grande inovação desse projeto é que parte da energia solar será compartilhada com associados da Sicoob-ES. Inicialmente, 75 pessoas foram convidadas para participar desse projeto-piloto de compartilhamento, levando em consideração critérios como tempo de associação e interesse pelo projeto.

Esse modelo de geração compartilhada se viabilizou por meio da criação da Ciclos, uma cooperativa de infraestrutura, consumo e serviços através da qual os cooperados e cooperadas poderão se inscrever para participar deste e de outros projetos; e por meio de uma parceria com a startup CleanClic – Gestão Inteligente de Energia, responsável pelo desenvolvimento da plataforma colaborativa que faz a ponte entre o cooperado e a energia gerada pela usina fotovoltaica.

A experiência do Sicoob-ES em compartilhar energia para cooperativas começou com a usina de geração em Santa Maria de Jetibá, com capacidade de 34,6 kWp. O complexo que entrou em operação, em Ibiraçu, possui uma capacidade instalada de 1.193 kWp.

E o projeto terá outra fase. “A fase 3 prevê investimento de R$ 35 milhões nos próximos 12 meses para atender a 100% das agências do Sicoob do Espírito Santo e a 2.500 unidades consumidoras de associados da Ciclos”, anunciou Vitor Romero, C.E.O. da CleanClic.

Fotovoltaica-UFSC lança projeto de financiamento coletivo para o ônibus elétrico alimentado por energia solar

O Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (Fotovoltaica-UFSC), que trabalha em parceria com o Instituto IDEAL, lançou uma campanha de financiamento coletivo para o eBus: o ônibus elétrico alimentado por energia solar. A partir de R$ 10, é possível ajudar a manter esta iniciativa. A campanha vai até o dia 10 de outubro. 

Os recursos serão investidos nas despesas com a operação e manutenção do ônibus, como o salário dos motoristas e eventuais gastos com equipamentos e mão de obra. “Mobilidade elétrica é uma das questões importantes da atualidade, ainda mais se estiver relacionada com energia solar, como é o caso do eBus. Pedimos que as pessoas ajudem a manter o desenvolvimento deste projeto”, afirmou o presidente do Instituto IDEAL, Mauro Passos.

O eBus foi inaugurado em dezembro de 2016 e iniciou, em março de 2017, o serviço regular de transporte entre o campus central da UFSC e o Fotovoltaica-UFSC, localizado no Sapiens Parque, no norte da Ilha de Santa Catarina. A energia que alimenta o ônibus é toda produzida nos sistemas fotovoltaicos instalados no laboratório.

O ônibus realiza cinco viagens por dia, percorrendo em torno de 52 quilômetros por itinerário. Ao longo dos dois primeiros anos de serviços regulares e gratuitos para a comunidade UFSC, foram mais de 100 mil quilômetros rodados, o equivalente a duas voltas e meia ao mundo.

O ônibus elétrico é um ambiente de trabalho com poltronas confortáveis (transporta somente passageiros sentados: 38 poltronas), duas mesas de reunião, rede wi-fi, tomadas (220V e USB) e ar-condicionado, possibilitando assim o deslocamento produtivo nas viagens que duram cerca de 30 minutos.

O projeto de desenvolvimento do eBus foi financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação e contou com a parceria, por meio de licitação, das empresas WEG, Marcopolo, Eletra e Mercedes, sendo totalmente fabricado no Brasil (apenas as baterias são importadas do Japão pela Mitsubishi Heavy Industries).

O projeto que concretizou o eBus da UFSC acabou em junho. O financiamento coletivo ajudará a dar continuidade aos estudos em torno do eBus e da eletromobilidade associada à geração de energia solar fotovoltaica.

Evento “Conexão de Cooperativas de Geração Distribuída” reuniu experiências nacionais em Florianópolis

O encontro “Conexão de Cooperativas de Geração Distribuída”, realizado no dia 07 de junho, no Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (Fotovoltaica-UFSC), foi um momento de troca de experiências entre representantes de seis empreendimentos brasileiros. Ao todo, 131 pessoas participaram do evento, seja presencialmente ou pelo Webinar (o evento foi transmitido ao vivo pela internet).

O presidente do Instituto IDEAL, Mauro Passos, ao dar as boas-vindas aos presentes, salientou a importância do tema para o instituto. Disse ainda que a energia solar é a cara do cooperativismo. “O melhor lugar para aplicar a energia solar é dentro do princípio e compreensão do que é o cooperativismo. Você junta pessoas e faz uma instalação. E é modular. Sempre brinco que é um grande lego. Você vai colocando os painéis conforme as condições”.

O evento foi promovido pelo IDEAL, Fotovoltaica-UFSC e Confederação Alemã de Cooperativas (DGRV). Contou ainda com o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

Estiveram presentes representantes da Cooperativa Brasileira de Energia Renovável (COOBER), Cooperativa Sustentável de Energias Renováveis (Cooper Sustentável), Cooperativa de Consumo de Energia (Enercred), Cooperativa de Geração Compartilhada (Compartsol), Cooperativa de Produtores Rurais (Coopercitrus) e Cooperativa de Geração Compartilhada (Cogecom). As apresentações estão disponíveis para download  e também podem ser vistas no YouTube.

Na sua apresentação, Camila Japp, explicou que a DGRV é organismo que representa o cooperativismo alemão e que conta com um departamento internacional de fomento ao cooperativismo em diversas áreas do mundo, como Ásia, África e América latina. No Brasil, desde 2004 atua com cooperativas de energia renováveis.

A Alemanha tem um grande conhecimento na área. Há praticamente 900 cooperativas de energia renováveis naquele país. “A gente quer entender, das cooperativas brasileiras que já estão trilhando este caminho, o que está dando certo, o que não está dando certo, o que podemos fazer para ajudar, o que podemos fazer para elas crescerem, e qual é este caminho que podemos trilhar junto. A gente tem muito interesse nesse apoio”, disse.

Kathlen Schneider, diretora do Instituto IDEAL, pesquisadora do Fotovoltaica-UFSC e uma das organizadoras do evento, destacou a importância do encontro. “Foi muito importante para conectar as iniciativas pioneiras no Brasil de cooperativas de geração distribuída (GD) compartilhada, para que juntas elas possam se fortalecer e encontrar suporte para estruturar de maneira consolidada esse modelo democrático de geração de energia”.

De acordo com a diretora do IDEAL, muitas cooperativas relataram passar por dificuldades semelhantes no processo de criação e operação dos seus modelos. “Esse fato deixou claro quais as ações podemos dar prioridade, em conjunto, para consolidar e fortalecer o modelo de GD compartilhada por meio de cooperativas no Brasil.”, relatou Kathlen Schneider.

O encontro também serviu para compartilhar soluções. “O que alguma cooperativa apresentou como sendo uma grande dificuldade, outra já tinha encontrado alguma solução para essa mesma dificuldade relatada. Sendo assim, percebeu-se o grande potencial em conectar essas cooperativas, fortalecendo-as ao trabalharem em conjunto.”, explicou Kathlen Schneider.

As apresentações
– Abertura e boas-vindas – por Mauro Passos (IDEAL) e Kathlen Schneider (Fotovoltaica-UFSC/IDEAL e organizadora do evento)
– O cooperativismo no mundo e na Alemanha – por Camila Japp (DGRV e organizadora do evento)
– Caminhos e desafios para o cooperativismo de Geração Distribuída – por Marco Morato (OCB e organizador do evento)
– Cooperativa Brasileira de Energia Renovável (COOBER) – A primeira cooperativa de GD compartilhada do Brasil – Fonte: Solar Fotovoltaica – Localizada em Paragominas-PA – por Alan Melo (cooperado fundador da COOBER)
– Cooperativa Sustentável de Energias Renováveis (Cooper Sustentável) – Cooperativa de GD compartilhada – Fonte: Solar Fotovoltaica – Com uma pequena usina em Arcos-MG e outra em São José-SC – por Alex Lang (cooperado fundador da Cooper Sustentável)
– Cooperativa de Consumo de Energia (Enercred) – Cooperativa de GD compartilhada – Fonte: Solar Fotovoltaica – Localizada em Pedralva-MG – por José Otávio Bustamante (CEO da Enercred)
– Cooperativa de Geração Compartilhada (Compartsol) – Cooperativa de GD compartilhada – Fonte: Solar Fotovoltaica – Localizada em Araçoiaba da Serra-SP – por Guilherme Susteras (Diretor-Presidente da Compartsol)
– Cooperativa de Produtores Rurais (Coopercitrus) – Cooperativa Rural que adotou o sistema de GD, de fonte solar fotovoltaica, para gerar energia e compensar na fatura de 28 unidades consumidoras de estabelecimentos da própria Coopercitrus que estão espalhados por São Paulo. Localizada em Bebedouros-SP – por Diego Branco (coordenador de energia fotovoltaica da Coopercitrus)
– Cooperativa de Geração Compartilhada (Cogecom) – Cooperativa de GD compartilhada – Fonte: Termelétrica de Resíduos Florestais – Localizada em Carambeí-PR – por Roberto Corrêa (Presidente da Cogecom)

Evento “Conexão de Cooperativas de Geração Distribuída” será realizado dia 7/06 em Florianópolis e terá transmissão pela internet

Promover a troca de experiências é objetivo do evento “Conexão de Cooperativas de Geração Distribuída”, que será realizado no dia 07 de junho, a partir das 9h, no Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (Fotovoltaica-UFSC), localizado no Sapiens Parque, em Florianópolis (SC). Os interessados podem participar presencialmente ou por meio do Webinar (transmissão pela internet).

Desde 2015, com a Resolução Normativa nº 687/2015 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), indivíduos podem se unir para gerar sua própria energia por meio de fontes renováveis. “Uma das formas de realizar essa geração de energia em grupo é por meio do cooperativismo, que tem como conceito ‘O que um não consegue sozinho, podemos conseguir juntos’”, explicou Kathlen Schneider, diretora do Instituto IDEAL, pesquisadora do Fotovoltaica-UFSC e uma das organizadoras do evento.

Desde a regulamentação da norma foram criadas oito cooperativas de geração distribuída compartilhada no Brasil, sendo que seis estarão presentes no evento. “Ainda existem muitas dúvidas de como viabilizar este modelo de geração compartilhada. No evento será a primeira vez que representantes dessas iniciativas pioneiras nacionais se reunirão para uma troca de experiências. Será uma grande oportunidade de conhecermos mais sobre esse modelo democrático de geração de energia para que possamos torná-lo cada vez mais e mais uma realidade aqui no Brasil”, afirmou Kathlen Schneider.

O evento é promovido pelo Instituto IDEAL, pelo Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (Fotovoltaica-UFSC) e pela Confederação Alemã de Cooperativas (DGRV). Conta com o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

PROGRAMAÇÃO
9:00 – Boas-vindas + Cooperativas de Geração Distribuída Compartilhada: O Contexto
Brasileiro (Mauro Passos e Kathlen Schneider – Instituto IDEAL / Fotovoltaica-UFSC)
9:05 – Caminhos e desafios para o cooperativismo de Geração Distribuída (Marco Morato – OCB)
9:10 – O cooperativismo no mundo e na Alemanha – cooperativas de geração de energia como principais atores da transformação energética (Camila Japp – DGRV)
9:15 – Cooperativa Brasileira de Energia Renovável – COOBER (Alan Melo)
9:25 – Cooperativa Sustentável de Energias Renováveis – Cooper Sustentável (Alex Lang)
9:35 – Cooperativa de Consumo de Energia – Enercred (José Otávio Bustamante)
9:45 – Cooperativa de Geração Compartilhada – Compartsol (Alexandre Bueno)
9:55 – Coopercitrus – Cooperativa de Produtores Rurais (Diego Branco)
10:05 – Cooperativa de Geração Compartilhada – Cogecom (Roberto Corrêa)
10:15 – Perguntas e respostas abertas para o público presente e participantes online
10:30 – Encerramento do Webinar

COMO PARTICIPAR

Pela Internet
Acesse o canal do FOTOVOLTAICA-UFSC clicando aqui.

Presencialmente
Faça a inscrição clicando aqui.

Seja um patrocinador do estudo “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica – Edição 2019”

O Instituto IDEAL e a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK-RJ) estão finalizando a sexta edição do estudo “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica – Edição 2019”. Até o dia 15 de maio, os interessados poderão patrocinar a publicação, que tem se consolidado como uma das mais importantes da área. O material tem se tornado referência para empresas, pesquisadores e o público que consome energia solar.

As cotas de patrocínio variam entre R$ 5 mil e R$ 20 mil. “Quem faz o patrocínio tem uma série de contrapartidas, ganhando destaque nos canais de comunicação que atingem o público alvo, os consumidores de energia solar. Além disso, os patrocinadores ajudam a incentivar o crescimento do setor”, avaliou a consultora do programa América do Sol Taynara Mighelão, uma das responsáveis pelo estudo. Para mais informações sobre as cotas de patrocínio, clique aqui. O estudo já conta com o patrocínio da Intersolar South America, Globaltek e ESS.

O Estudo, que é uma iniciativa do IDEAL e da AHK-RJ, tem o apoio da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) e da maior feira do setor na América Latina, a Intersolar . Os dados preliminares serão divulgados no dia 5 e 6 de junho, durante o Fórum GD, em Florianópolis. O lançamento está programado para ser realizado durante a Intersolar, que ocorre entre os dias 27 e 29 de agosto.

Os resultados do estudo provêm de questionários enviados para mais de duas mil empresas cadastradas no banco de fornecedores, instaladores e projetistas do programa América do Sol. O estudo traz dados, por exemplo, sobre os preços dos sistemas instalados, tamanho dos sistemas e tempo de conexão à rede elétrica.

IDEAL entrega estudo para tornar Ipuaçu (SC) um Município Solar

Instituto IDEAL entregou o “Estudo do Potencial para Geração Solar Fotovoltaica – Município de Ipuaçu” nesta segunda-feira (25/02). O trabalho definiu a estrutura necessária para atender toda a demanda de energia da cidade por meio da energia solar. É o primeiro estudo finalizado no âmbito do projeto Municípios Solares.

O projeto Municípios Solares busca incentivar municípios a diminuir a conta de luz ao investir em energia solar. É uma iniciativa do IDEAL e da Federação Catarinense de Municípios (FECAM). “É com muita alegria que entregamos este estudo. É mais um passo deste projeto tão importante que vai levar economia aos municípios e, ao mesmo tempo, trazer impactos positivos ao meio ambiente”, afirmou o presidente do Instituto IDEAL, Mauro Passos.

Ipuaçu, no Oeste de Santa Catarina, tem de 6,8 mil habitantes e possui uma conta mensal de energia de aproximadamente R$ 11 mil. O estudo, de responsabilidade do engenheiro eletricista Cassio Maraffon, definiu quatro locais para receberem os sistemas fotovoltaicos: a Escola Básica Samburá, a Unidade Básica de Saúde (UBS), o Centro de Multiuso e a Creche Municipal. Juntos, os equipamentos fotovoltaicos somam 128,7 kWp ao custo de R$ 656.343,00. A expectativa é de que o investimento tenha retorno em sete anos.

A prefeita Clori Peroza acredita no sucesso do projeto. “É um projeto ousado para o município, mas que temos ideia de implementar. A ideia de investir em energia solar é, principalmente, em função da economia que vai gerar aos cofres públicos. Porque não há custos adicionais além do investimento para instalação”, afirmou.

O próximo passo é buscar os recursos para a implementação do projeto. “Caso não seja possível implementá-lo de uma vez, a ideia é implantar o projeto em etapas, iniciando pela estrutura mais barata e viável”, explicou a prefeita.

Publicado estudo sobre o potencial cooperativo para produção de energia limpa na América Latina com participação do IDEAL

Já está disponível o estudo “Potencial de las Cooperativas de Energías Renovables en América Latina − La Generación Distribuida en Brasil, Chile y México”, uma iniciativa da Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV). O objetivo é que o conteúdo seja um ponto de partida para atividades que envolvam o tema energias renováveis no contexto do setor cooperativo. O estudo, que contou com a participação do IDEAL, pode ser acessado aqui.

O presidente do Instituto IDEAL, Mauro Passos, ressalta a importância do estudo. “É mais um passo na construção do conhecimento sobre energias renováveis e cooperativas, algo tão importante para a nossa América Latina. Foi uma exitosa parceria que se construiu com a DGRV e com a OCB (Organização das Cooperativas do Brasil)“.

Um dos pontos altos do trabalho são os quadros comparativos entre os três países. É possível observar, por exemplo, as similaridades e diferenças em relação a temas como política climática, marcos legais no setor energético, políticas e programas para o setor energético e características da Geração Distribuída (GD). Um dos dados mostra que no Brasil há nove cooperativas de GD, enquanto o México não possui nenhuma. No entanto, há 110 cooperativas no Brasil com GD (elas têm outras finalidades, mas geram a própria energia).

Outras informações sobre o estudo podem ser acessadas aqui.