IDEAL lamenta profundamente morte do reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier

O Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (IDEAL) – entidade que colabora acadêmica e cientificamente com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) há 10 anos, desde sua criação nesta mesma prestigiosa unidade de ensino -, expressa, por meio de sua diretoria e associados, profunda consternação e lamento diante da prematura morte de seu reitor; o professor, advogado e jornalista Luiz Carlos Cancellier de Olivo.

A tragédia de sua partida ocorre sob condições revoltantes que indicam a que o reitor falecido da UFSC, Luiz Carlos Cancellier, padeceu de abuso de autoridade em relação ao decreto de prisão temporária contra si expedido e, em relação à imposição de afastamento do exercício do mandato, causas eficientes de dano psicológico que o levaram a tirar a própria vida. O Instituto IDEAL se solidariza com a família, amigos e com a comunidade universitária neste momento de dor.

Histórico extraído da nota do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Santa Catarina

Cau Cancellier teve sua trajetória no jornalismo marcada por seu trabalho como repórter de política do extinto jornal O Estado. Dedicou boa parte de sua juventude à luta contra a ditadura militar, pela redemocratização do país, e integrou, em meados dos anos de 1980, o Movimento de Oposição Sindical dos Jornalistas de Santa Catarina – MOS, que viria a assumir, alguns anos mais tarde, o Sindicato dos Jornalistas/SC.

A partir da década seguinte, dedicou-se à carreira acadêmica em Direito, graduando-se em 1998, e depois conquistando os títulos de mestre (2001) e doutor (2003), todos pelo Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal de Santa Catarina, onde exerceu a carreira de professor e mandatos de direção, até ser eleito reitor da UFSC em novembro de 2015.

Luiz Carlos Cancellier de Olivo estava bastante abatido com o envolvimento de seu nome e de outras seis pessoas ligadas à UFSC na Operação Ouvidos Moucos, da Polícia Federal, sob suspeita de obstrução de justiça e desvio de recursos de programas de educação à distância, que envolvia outras gestões. Ele foi preso no dia 14 de setembro e liberado no dia seguinte, mas afastado de suas funções de reitor e impedido de entrar na UFSC por decisão judicial. Sempre negou envolvimento em qualquer irregularidade.

O suicídio de Cau Cancellier amplia a indignação de diversos setores da sociedade com os métodos de espetacularização da notícia com os quais órgãos policiais, do judiciário e a mídia vêm atuando nos últimos tempos, expondo pessoas à execração pública antes mesmo do direito de defesa e do devido julgamento – situação sempre combatida, repudiada e denunciada pelos sindicatos e pela Federação Nacional dos Jornalistas.

http://sjsc.org.br/02/10/2017/sjsc-e-fenaj-lamentam-morte-de-cau-cancellier/

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