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IDEAL e Cresol realizaram debates sobre energia solar e cooperativismo no Oeste de Santa Catarina

O que é energia solar? Por que investir nessa tecnologia? Como o cooperativismo pode se beneficiar dos sistemas fotovoltaicos (FV)? Essas foram algumas questões que nortearam quatro debates realizados no Oeste de Santa Catarina na semana passada (7 a 9/08). Os eventos − uma parceria do Instituto IDEAL com a cooperativa de crédito Cresol Base Oeste e com o apoio do gabinete do deputado Pedro Uczai − reuniram mais de 250 pessoas nas cidades de Dionísio Cerqueira, Pinhalzinho, Quilombo e Chapecó.

O presidente do Instituto IDEAL, Mauro Passos, abriu os debates contando a história da energia solar e mostrando a evolução dessa tecnologia. Mostrou que ela é eficiente, confiável e limpa. “Além disso, a energia solar está ganhando escala, e o preço, caindo. A cada ano está ficando mais barato produzir a própria energia. Até porque o valor da conta de luz, historicamente, é corrigido acima da inflação”, afirmou Passos.

Passos também salientou que o futuro dessa tecnologia passa pelo cooperativismo. “A energia solar é a cara do cooperativismo. O que é uma cooperativa? São pessoas que se juntam para fazer algo maior. E por que não fazer uma cooperativa solar para gerar energia e distribuir entre os cooperados? Hoje isso é possível”, argumentou.

Kathlen Schneider, diretora do IDEAL e pesquisadora do Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (Fotovoltaica-UFSC), proferiu a palestra “O Cooperativismo e a Energia Solar Fotovoltaica”. Desde 2015, com a Resolução Normativa 687 da Aneel, é possível que pessoas se reúnam em forma de cooperativa para produzir a própria energia.

Há duas formas para fazer isso. As cooperativa existentes podem instalar a energia fotovoltaica em suas unidades ou podem ser criadas cooperativas exclusivamente para gerar energia. Na sua apresentação, Kathlen Schneider mostrou os modelos existentes no Brasil das associações criadas exclusivamente para este fim. “Cada uma, no seu contexto, foi encontrando um modelo. Não há uma receita de bolo. Cada local tem um contexto, um potencial de irradiação, uma geografia, são pessoas diferentes. Esses casos mostram as cooperativas são uma forma de democratizar o acesso à energia”, falou.

O encerramento ocorreu em Chapecó com a presença do deputado federal Pedro Uczai e do presidente da Cresol Chapecó Paulo Roberto Munarini. Ambos comprometidos com a energia solar na região, reafirmaram seus compromissos de levar adiante a iniciativa do Instituto IDEAL.

Quer conhecer mais sobre o assunto? conheça o “Guia de Constituição de Cooperativas de Geração Distribuída Fotovoltaica?” e o “Simulador de cooperativas de energia solar”.

 

Instituto IDEAL participa no Espírito Santo da inauguração do maior complexo de energia solar compartilhada do Brasil

O maior complexo de geração compartilhada de energia solar fotovoltaica do Brasil, com 1.193 kWp de potência instalada, foi inaugurado dia 9 de agosto, no Espírito Santo. Conta com 10 unidades geradoras instaladas na cobertura do Complexo Logístico da Cooperativa Agropecuária Centro-Serrana (Coopeavi), localizado em Ibiraçu-ES, em parceria com a Sicoob-ES.

Kathlen Schneider, diretora do IDEAL e pesquisadora do Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (Fotovoltaica-UFSC), participou da inauguração. “A Sicoob-ES está sendo pioneiríssima no Brasil em um modelo de geração de energia que já é tendência em outros países. Um modelo de geração que permite o acesso democrático às fontes de energias renováveis, evidenciando que o cooperativismo e a energia solar andam muito bem juntos”, avaliou.

Um dos países onde este modelo já é tendência é a Alemanha. De acordo com Camila Japp, gerente de Projetos da DGRV (Confederação Alemã de Cooperativas), existem 800 cooperativas envolvidas na geração compartilhada naquele país. “O modelo aqui do Espírito Santo envolvendo cooperativas de crédito é inédito e vai servir de exemplo para o restante do país”, disse ao participar do lançamento da usina de Ibiraçu.

A energia produzida em Ibiraçu será usada em 95 agências da Sicoob-ES e na Coopeavi, onde estão instalados os painéis solares. Além disso, a grande inovação desse projeto é que parte da energia solar será compartilhada com associados da Sicoob-ES. Inicialmente, 75 pessoas foram convidadas para participar desse projeto-piloto de compartilhamento, levando em consideração critérios como tempo de associação e interesse pelo projeto.

Esse modelo de geração compartilhada se viabilizou por meio da criação da Ciclos, uma cooperativa de infraestrutura, consumo e serviços através da qual os cooperados e cooperadas poderão se inscrever para participar deste e de outros projetos; e por meio de uma parceria com a startup CleanClic – Gestão Inteligente de Energia, responsável pelo desenvolvimento da plataforma colaborativa que faz a ponte entre o cooperado e a energia gerada pela usina fotovoltaica.

A experiência do Sicoob-ES em compartilhar energia para cooperativas começou com a usina de geração em Santa Maria de Jetibá, com capacidade de 34,6 kWp. O complexo que entrou em operação, em Ibiraçu, possui uma capacidade instalada de 1.193 kWp.

E o projeto terá outra fase. “A fase 3 prevê investimento de R$ 35 milhões nos próximos 12 meses para atender a 100% das agências do Sicoob do Espírito Santo e a 2.500 unidades consumidoras de associados da Ciclos”, anunciou Vitor Romero, C.E.O. da CleanClic.

Publicado estudo sobre o potencial cooperativo para produção de energia limpa na América Latina com participação do IDEAL

Já está disponível o estudo “Potencial de las Cooperativas de Energías Renovables en América Latina − La Generación Distribuida en Brasil, Chile y México”, uma iniciativa da Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV). O objetivo é que o conteúdo seja um ponto de partida para atividades que envolvam o tema energias renováveis no contexto do setor cooperativo. O estudo, que contou com a participação do IDEAL, pode ser acessado aqui.

O presidente do Instituto IDEAL, Mauro Passos, ressalta a importância do estudo. “É mais um passo na construção do conhecimento sobre energias renováveis e cooperativas, algo tão importante para a nossa América Latina. Foi uma exitosa parceria que se construiu com a DGRV e com a OCB (Organização das Cooperativas do Brasil)“.

Um dos pontos altos do trabalho são os quadros comparativos entre os três países. É possível observar, por exemplo, as similaridades e diferenças em relação a temas como política climática, marcos legais no setor energético, políticas e programas para o setor energético e características da Geração Distribuída (GD). Um dos dados mostra que no Brasil há nove cooperativas de GD, enquanto o México não possui nenhuma. No entanto, há 110 cooperativas no Brasil com GD (elas têm outras finalidades, mas geram a própria energia).

Outras informações sobre o estudo podem ser acessadas aqui.

Presidente do IDEAL entrega Selo Solar a escola estadual do RS

O presidente do IDEAL, Mauro Passos, entregou o Selo Solar à Escola Estadual de Ensino Médio José Luchese, de Lagoa Bonita do Sul (RS), na última quarta-feira (21/02), em cerimônia no Palácio Piratini, em Porto Alegre, com a presença, entre outras autoridades, do governador do Estado, José Ivo Sartori e do Secretário Estadual de Educação, Ronald Krummenauer. A escola está localizada na região Centro Serra do Vale do Rio Pardo e é a primeira escola pública do Brasil a receber a certificação. Lá foram instalados 25 painéis solares que produzem, em média, 80% da necessidade mensal da instituição de ensino. “A sensação que tenho em um evento como este é de que a semente foi plantada e a ideia está incorporada”, disse Passos referindo-se à implementação da energia solar fotovoltaica.

A aquisição do sistema foi possível graças aos programas da Japan Tobacco International (JTI) chamados “Nossas Comunidades Rurais” e “Alcançando a Redução do Trabalho Infantil pelo suporte à Educação (ARISE)” por meio do programa do Governo do Estado “Escola Melhor: Sociedade Melhor”. O ARISE é desenvolvido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), pela ONG Winrock Internacional (WI) e pela JTI, visando contribuir para a erradicação do trabalho infantil nas lavouras de tabaco da região em que atua. Com a economia na conta da luz foi possível contratar uma professora para atender permanentemente os alunos em oficinas de música que acontecem no contraturno escolar.

O Selo Solar é uma iniciativa do Instituto IDEAL com apoio do WWF-Brasil e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ e KfW.

Indústria no RS produz cuias com energia do sol

Fábrica Cuias Jadi, de Frederico Westphalen (RS), produz cuias com o uso de energia solar e espera um retorno de investimento em cinco anos.

As cuias de chimarrão da fábrica Cuias Jadi, de Frederico Westphalen (RS), são comercializadas principalmente no Sul do Brasil, mas também são vendidas no exterior, em países como Argentina, Estados Unidos, Canadá e Alemanha. E, desde outubro de 2017, os produtos possuem um diferencial: o Selo Solar. “É um reconhecimento do nosso trabalho que chega inclusive a outros países. Estamos muito contentes”, afirmou Valéria Ciocari Trevisol, proprietária da empresa junto com o marido Jadir Trevisol.

O fato de produzir sua própria energia, de forma sustentável, e, assim, ter um diferencial comercial, foi um dos motivos que levou os proprietários a investir na energia solar. Mas o que mais pesou mesmo foi a possibilidade de retorno econômico, mais uma prova de que os custos para a implementação desta forma de energia estão caindo.

Segundo Valéria, a empresa tinha capital de giro para investir na tecnologia, mas optou por manter estes recursos em caixa e fazer um financiamento no banco Sicredi. Tudo foi intermediado pela Marsol Energia, uma empresa da cidade. “O custo inicial era alto, mas vimos que teria retorno com o tempo e decidimos investir. Estávamos visualizando o futuro”, contou.

O custo do sistema, com potência de 9,1 kWp, foi de R$ 62 mil, financiado em três anos. A conta de energia, que era de cerca de 800 a 1000 reais por mês, passou para aproximadamente 140, 200 reais. “Teremos o retorno em cinco anos. E, como o sistema tem uma vida útil de no mínimo 25 anos, teremos pelo menos 20 anos de lucro pela frente”, avaliou Valéria.

O Selo Solar é uma iniciativa do Instituto IDEAL com apoio do WWF-Brasil e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ e KfW.

O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica – Edição 2017

Iniciativa do Instituto IDEAL e AHK-RJ, o Estudo “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica” chega a sua quarta edição. O propósito do estudo é compreender os principais desafios a serem enfrentados para uma maior adoção da geração distribuída a partir da energia fotovoltaica no país. É resultado da análise de entrevistas às empresas cadastradas no Mapa de Empresas do Setor Fotovoltaico, do programa América do Sol, conduzido pelo Instituto IDEAL.

O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica – Edição 2017

IDEAL concede primeiro Selo Solar a uma vinícola

Os vinhos da Guatambu Estância do Vinho, localizada em Dom Pedrito, na região da campanha gaúcha, são produzidos com energia solar. E, em breve, quem consumir a bebida poderá ver, nos rótulos das garrafas, a marca do Selo Solar, certificação concedida pelo Instituto IDEAL neste mês. “Com muita alegria soubemos da notícia de que vamos receber o Selo. Se trata de um passo importante para mostrar que nossos vinhos são sustentáveis”, afirmou Valter José Pötter, diretor-proprietário da empresa.

A vinícola, que além de produzir vinhos recebe turistas, foi construída para ser sustentável. “Trabalho há 50 anos no campo e aprendi o que é certo, o que é errado e o que é possível fazer. A primeira razão de optarmos pelo uso da energia solar é porque ela é sustentável”, relatou o diretor-proprietário. Além da fonte alternativa de energia, a água da chuva é reutilizada, e os resíduos líquidos e sólidos são utilizados, respectivamente, na irrigação e no tratamento de animais.

A segunda razão para o uso de energia solar foi a busca por um diferencial no mercado, já que a venda de vinhos é altamente competitiva. Segundo Valter José Pötter, são mais de 100 mil rótulos disputando espaço no Brasil, muitos deles importados, em que são embutidos menos impostos ou, até mesmo, contrabandeados. “Tínhamos que ter um diferencial para conquistar mercado. E apostamos na sustentabilidade”.

No início do projeto, os proprietários da Guatambu começaram a buscar informações sobre a energia eólica, já que a região contava com diversos parques eólicos. Um pesquisador da Pontifícia Universidade Católica (PUC) chegou a analisar a situação em sua tese de doutorado, mas concluiu que o vento, no local onde estava a empresa, não era o adequado. Seria necessário um investimento muito alto. Então, começaram os testes com energia solar.

Inicialmente, foi realizado um piloto, com 18 painéis, no fim de 2014. Na época, não havia na região indústrias em funcionamento com sistemas solares, apenas residências. “Tínhamos que testar como seria com o clima de região, com chuvas de pedras, sol de 40 graus, geada, ventania. Como iria se comportar?”, lembrou Pötter. O resultado agradou. Foram instaladas 100 placas, totalizando 156 kWp, com uma tecnologia superior e uma melhor estrutura. Para a surpresa, o sistema gerou de 20% a 25% a mais do que o projetado. Toda energia da Guatambu Estância do Vinho é suprida e ainda sobra um excedente para ser usado em outros negócios do proprietário.

Foram investidos R$ 1,5 milhões. A conta de energia, que girava em torno de R$ 12 a 18 mil, caiu para cerca de 10%, contando a demanda contratada e os impostos. A expectativa é de que o investimento seja abatido em um período em torno de oito anos. “Mas eu insisto que o mais importante é o ganho de mercado. Depois da instalação passamos a ser reconhecidos. Vieram excursões de vários lugares do país, como Rio de Janeiro e São Paulo. Gerou muita mídia espontânea.”

No entanto, a mais recente conquista e reconhecimento recebidos pela Guatambu foi o Selo Solar, uma iniciativa do Instituto IDEAL com apoio do WWF-Brasil e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ e KfW. Desta forma, a vinícola se tornou a primeira do Brasil a possuir a certificação.

Visita técnica do 8° Seminário Energia + Limpa reúne, na prática, ‘mobilidade e energia do futuro’

O transporte para a visita técnica ao Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da UFSC (Grupo Fotovoltaica-UFSC), localizado no Sapiens Parque, região Norte de Florianópolis, foi feito por um ônibus que pode resumir os dois temas mais importantes do 8º Seminário Energia + Limpa: o veículo é elétrico e movido a energia solar, o primeiro do Brasil com essa característica.

A visita técnica, realizada no terceiro dia do evento, 9 de junho, foi dividida em dois grupos, um pela manhã e outro pela tarde. E começou no próprio ônibus, resultado das pesquisas do Grupo Fotovoltaica-UFSC, coordenado pelo professor e diretor do IDEAL, Ricardo Rüther. Os participantes do evento, ao embarcarem no veículo, já se mostraram interessados: “tem mesa”; “tem carregador de celular”, “tem entrada para USB”, “o ônibus não faz barulho”. Ao longo do percurso, o pesquisador Pedro Henrique Alves Veríssimo explicou outros detalhes sobre o veículo.

Pedro enfatizou que o ônibus não possui painéis solares, como podem pensar alguns, mas baterias acopladas na sua parte superior. Elas são carregadas justamente pelos módulos solares instalados nos prédios do Grupo Fotovoltaica-UFSC, por este motivo é movido à energia solar. Possui uma autonomia de 70 km, suficiente para fazer o trajeto (ida e volta) de 52 km entre a UFSC, na região central de Florianópolis, e o Sapiens Park, no norte da Ilha.

Ao chegar ao Grupo Fotovoltaica-UFSC, o ônibus passou a ser carregado, o que leva cerca de uma hora e 20 minutos. Os participantes da visita, então, começaram a conhecer o centro e suas tecnologias. Uma das primeiras atrações foi o Twiz, um pequeno carro elétrico com dois lugares que foi doado pelo projeto da Itaipu e estava em exposição. O veículo, inclusive, havia sido citado diversas vezes nas palestras anteriores.

O Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da UFSC possui três sistemas fotovoltaicos instalados em seus prédios, com tecnologias diferentes, como a BIPV, cujos painéis são separados da estrutura, e o BAPV, que é integrado a ela. Ao todo, os sistemas possuem uma capacidade instalada de cerca de 100 kWp. “É produzida mais energia do que é consumida, e o excedente é enviado à rede. Como o Centro e a UFSC estão no mesmo CNPJ, uma pequena parte da conta da UFSC é abatida”, contou Veríssimo. Além, é claro, de a energia ser usada no ônibus.

Uma série de tecnologias de painéis solares também foi mostrada aos participantes e as dúvidas eram a respeito das principais características de cada uma, pontos fortes e fracos, eficiência, valores. Os visitantes também puderam conhecer os locais onde são realizadas as capacitações, que simulam tanto operações no solo como em telhados.

Seminário: programação preliminar está on line

Está on line a programação preliminar do 8° Seminário Energia + Limpa, um evento gratuito aberto ao público, que será realizado pelo Instituto IDEAL nos dias 7, 8 e 9 de junho, em Florianópolis, com apoio da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Universidade Federal de Santa Catarina, Grupo Fotovoltaica-UFSC, WWF-Brasil e CELESC, além do patrocínio da Engie Energia e IESS Ideal Estudos e Soluções Solares. Para esta 8ª edição, renovamos ‘nosso olhar para o futuro’, parafraseando o presidente e fundador do IDEAL, Mauro Passos, em seu blog De Olho no Futuro.

Em 2017, pela primeira vez, teremos dois dias de evento na FIESC e outro de visita técnica ao Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da UFSC. ‘Energia e Mobilidade do Futuro’ tem sido o norte a nos guiar na preparação desta edição.

Entre outros especialistas, está confirmada a participação de Mirian Gonçalves, presidenta do “Instituto Direito e Democracia” e idealizadora do projeto “Curitiba Eco Elétrico”, além da Board Advisor da iCities, Margaret Mussoi L. Groff, realizadora de diversos projetos na área de mobilidade elétrica na Itaipu Binacional.

Também serão lançados os resultados preliminares do estudo “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica” – edição 2017, uma iniciativa do Instituto IDEAL e AHK-RJ, e apresentado o case de sucesso “Bônus Fotovoltaico”, um programa da CELESC Distribuição, de fomento à instalação de 1.000 telhados solares no estado.

Marco Morato de Oliveira, da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), apresentará, entre outros pontos, a experiência de criação da primeira cooperativa de energia solar fotovoltaica do Brasil, localizada no estado do Pará. Rodolfo Pinto, da Engie Energia, abordará a iniciativa das comunidades solares.

Confirme sua participação no evento do Facebook, acompanhe as novidades e facilite seu credenciamento no primeiro dia do evento.

Postos Biasi são os primeiros do setor a receberem o Selo Solar

Os Postos Biasi, de São José do Ouro, no Rio Grande do Sul, foram os primeiros do segmento no Brasil a receberem o Selo Solar por utilizarem energia solar fotovoltaica. O sistema instalado, de 20,08 kWp, tem garantido o abastecimento de 100% do consumo de energia de dois postos de combustível, gerando uma economia de aproximadamente R$ 2 mil por mês.

O sistema fotovoltaico está localizado no telhado do posto da rua Santo Gelain desde junho de 2016. Inicialmente, a expectativa era de que a geração de energia abastecesse cerca de 80% da conta de luz dessa unidade. No entanto, neste verão, com a incidência solar mais forte, a produção está tão grande que os créditos gerados são distribuídos ao outro posto da empresa, localizado na avenida Marechal Floriano. E, além de abater 100% da conta de luz dos dois postos, o sistema ainda está gerando crédito a compensar nas próximas faturas.

A partir da Resolução Normativa nº 482/2012, que regulamentou o sistema de geração distribuída no Brasil, quando uma unidade produz mais energia do que consome, os créditos podem ser armazenados ou utilizados em outra unidade previamente cadastrada, desde que dentro de uma mesma área de concessão. Essa operação, realizada nos Postos Biasi, é caracterizada como autoconsumo remoto.

Segundo Lirio Biasi, sócio-proprietário da empresa, além do aspecto da economia financeira, contribuir com o meio ambiente diminuindo o impacto ambiental dos postos, é outro importante objetivo da instalação. A empresa também buscou inovação tecnológica ao ser uma das precursoras do uso de energia fotovoltaica na região.

“O Selo Solar representa o reconhecimento, por parte de uma instituição séria que é o Instituto IDEAL, do esforço dos Postos Biasi em fazer sua parte na sustentabilidade do planeta. É também uma maneira de chamar a atenção das pessoas à volta para a causa, e incentivar o uso da energia solar fotovoltaica”, afirmou Biasi.

O Selo Solar é uma iniciativa do Instituto IDEAL com apoio do WWF-Brasil e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ e KfW.